F1 estreia oficialmente sistema de refrigeração de pilotos; veja como funciona
A FIA exigiu que todas as equipes instalem em seus carros o novo sistema de refrigeração de pilotos.
O GP de Singapura, marcado para este fim de semana, será o primeiro da história da Fórmula 1 classificado oficialmente pela FIA como uma corrida de "risco térmico". Com temperaturas acima dos 31 °C e umidade sufocante, a federação exigiu que todas as equipes instalem em seus carros o novo sistema de refrigeração de pilotos, criado para a temporada 2025.
O equipamento, batizado de Driver Cooling Kit, funciona a partir de uma camisa especial, resistente a fogo, costurada com quase 50 metros de tubulações finas. Por elas, circula um fluido refrigerado — que pode ser água ou soluções de sais e glicóis — capaz de reduzir a temperatura corporal do piloto dentro do cockpit, onde o calor costuma passar facilmente dos 50 °C.
A ideia é simples de entender: em vez de resfriar o cockpit inteiro, que é muito quente e apertado, o sistema age direto no corpo do piloto. O equipamento funciona como um "ar-condicionado vestível", que acompanha o piloto durante toda a corrida. O sistema não funciona sozinho. Ele depende de uma pequena caixa instalada no carro, que abriga bomba, compressor e trocador de calor. Esses componentes mantêm o líquido frio e em movimento.
Camisa especial - por baixo do macacão, o piloto veste uma camisa resistente ao fogo, com quase 50 metros de tubinhos costurados.
Circulação de líquido - por esses tubos passa um fluido refrigerado (água ou soluções aprovadas pela FIA), que ajuda a retirar calor do corpo.
Caixa de refrigeração - dentro do carro fica uma pequena unidade com bomba, compressor e trocador de calor, responsável por manter o líquido frio e em movimento.
Regras de eficiência - o sistema precisa ser capaz de remover até 200 watts de calor em condições extremas, garantindo que o piloto não sofra com superaquecimento.
Mesmo assim, o kit não é unanimidade. Alguns pilotos acham desconfortável pelo espaço que ocupa no cockpit e duvidam se o resfriamento dura até o fim da prova. Por isso, o uso ainda é opcional. Quem optar por não usar precisa carregar 0,5 kg de lastro extra no carro, para que todos corram em condições iguais.