Com as temporadas da GP2 e da World Series by Renault (WSR) no começo, muitos olhos do automobilismo se voltam para as categorias em busca de pilotos que possam subir para a Fórmula 1 em 2014. E o Brasil conta com um nome de destaque na WSR: Pietro Fantin (foto), que debuta na disputa em 2013
Fantin compete na Formula Renault 3.5 Series, a principal das categorias de monopostos que formam a World Series
Em seu primeiro ano na competição, o paranaense corre na tradicional equipe Arden, que revelou nomes como Björn Wierdheim (campeão da F3000 com o time em 2003), Vitantonio Liuzzi, Robert Doornbos, Heikki Kovalainen, Bruno Senna, Sébastien Buemi, Sérgio Perez e Luiz Razia
De quebra, Fantin tem a seu lado a principal atração da WSR em 2013: o português António Félix da Costa (à direita), muito cotado como a próxima promessa da Red Bull para a Fórmula 1
''Com certeza, ele (Félix da Costa) é um dos melhores pilotos do mundo hoje em dia, e vai ser também no futuro. Ele é muito rápido, carismático... Ele é completo. É o segundo ano dele (na WRS), então vai ser um ano de aprendizado com ele'', elogia brasileiro
No entanto, brasileiro não se intimida com a companhia do português: ''é claro que o objetivo é andar na frente dele o quando antes''
Na primeira rodada dupla do ano, em Monza (Itália), conquistou um sétimo lugar na segunda corrida e somou seus primeiros seis pontos
Ainda assim, teve problemas de adaptação justamente com o regulamento da nova categoria no primeiro dos dois treinos de classificação, perdeu a volta rápida que fez por conta de uma bandeira amarela no circuito, caindo da sétimo para a 17ª colocação no grid de largada
''O carro (da WRS), para começar, é completamente diferente (da F3 britânica, sua última categoria). É o dobro de potência, de força aerodinâmica. É muito próximo de Fórmula 1 já'', comparou, deixando a GP2 em segundo plano no caminho para a F1
Meta de Pietro Fantin para os próximos anos é clara: correr na World Series by Renault por dois anos, e então chega à Fórmula 1 em 2015: ''plano sempre foi mais ou menos esse: ir para a World Series, não para a GP2''
Em comparativo, Pietro Fantin vê a World Series by Renault mais vantajosa que a GP2: ''ela (GP2) sempre anda com a Fórmula 1 (os calendários são paralelos), mas acho a World Series um campeonato mais completo''
'' O custo (da WRS) é menor, e o carro é mais rápido também. Em Barcelona, o carro é 1s mais rápido que a GP2'', completa o brasileiro da Arden
Brasileiro corre em carro da Arden com apoio da equipe Caterham, mas diz ainda não ter convites para chegar à F1: ''minha Fórmula 1 hoje é a Arden Caterham, a World Series''
Ainda assim, Fantin comemora associação com a equipe anglo-malaia da F1: ''para mim, é bom me vincular a Caterham comigo. Pode ser que uma pessoa da Caterham vá ver''
''Estou com as cores da Caterham, já conheci a fábrica, são muito gentis, muitos legais. Se eu fizer meu trabalho bem feito, eles podem continuar com a parceria'', diz
Depois de dois anos na Fórmula 3 britânica, Pietro Fantin tenta resultados convincentes correndo ao lado de António Félix da Costa, companheiro de Arden e aposta da Red Bull
Em busca de aprendizado, Fantin é só elogios ao companheiro português: ''acho que ele é o mais cotado para o campeonato. Acho que vai ser o último ano dele, então quero sugar o máximo possível dele''
Em seu primeiro ano após a F3, Fantin elogiou a World Series by Renault: ''o campeonato é muito bom, muito competitivo'
''Os motores da Renault são bem parecidos, então é um campeonato justo. Uma equipe é um pouco melhor que a outra, mas são todas muito próximas, diferente do que acontece na Fórmula 1 ou da Fórmula 3'', diz