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Presidente da CBAt defende adiamento das Olimpíadas, mas teme calendário prejudicial aos atletas

24 mar 2020 13h38
| atualizado às 13h41
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Minutos após o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Warlindo Carneiro, conversou exclusivamente com a Gazeta Esportiva e passou todo o posicionamento da maior entidade do atletismo no Brasil sobre o acontecimento e as perspectivas futuras.

Devido a pandemia do coronavírus, que vem deixado o mundo em alerta, as Olimpíadas enfim tiveram a postergação confirmada nesta manhã. O Comitê Olímpico Internacional sofria forte pressão de comitês nacionais e esportistas por uma intervenção na realização do evento para o bem de todos os envolvidos.

Warlindo espera que o atletismo brasileiro tenha seu melhor desempenho na história das Olimpíadas (Foto: Reprodução/ CBAt)
Warlindo espera que o atletismo brasileiro tenha seu melhor desempenho na história das Olimpíadas (Foto: Reprodução/ CBAt)
Foto: Gazeta Esportiva

Para o mandatário da CBAt, a notícia foi um alívio. Segundo o mesmo, a decisão passava por questões burocráticas.

"Estou muito aliviado. Acredito que estavam esperando ordens de patrocinadores, emissoras de televisão. Estava criando uma ansiedade desnecessária. Diminui agora a intensidade e vamos aguardar a nova data para reformular o calendário", comentou.

O Comitê Olímpico Brasileiro já havia se pronunciado no último sábado, sendo favorável a suspensão da disputa. Rapidamente a medida ganhou adesão das confederações, o que foi vital, segundo o presidente, pensando na saúde pública.

"Estávamos conversando diariamente. No momento que outros países começaram o movimento para o adiamento, o COB se posicionou favorável também. O mais importante aqui é a saúde da sociedade. O COB definiu que o correto era o adiamento e teve apoio de todas as confederações nacionais", contou.

A partir de agora, todos os esportes aguardarão uma definição da nova data de início dos Jogos para que possa se reorganizar o calendário. Esta e a próxima temporada do atletismo devem sofrer grandes impactos, em decorrência do número de competições marcadas para os períodos.

Em 2020, haveria o Campeonato Mundial de Atletismo Indoor, de 13 a 15 de março, em Nanquim, na China, e o Mundial de Meia Maratona, em 29 de março, em Gdynia, na Polônia. Ambos já foram adiados para 2021, tentando evitar a propagação do covid-19. Ainda neste ano, a agenda do esporte conta com o Mundial sub-20, em junho, no Quênia, o Sul-Americano sub-23 em outubro, além do Mundial das Forças Armadas, que ocorrerá no Brasil, em dezembro.

Diante dos problemas de remanejamento de datas, Warlindo convive com as incertezas e aguarda uma posição oficial para evitar danos aos atletas.

"Todos estão na incerteza. Todo alto rendimento pensava nos Jogos Olímpicos. Creio que até o final de abril teremos a data certa da realização em 2021, a partir daí definimos todo o calendário, minimizando os impactos nos atletas. O treinamento esportivo tem uma bíblia para ser seguida. É fundamental ter planejamento e periodicidade, com rigor científico, de aclimatação climática. Diante da dúvida que tinha, pairava falta de esclarecimentos", revelou.

Diante do cenário caótico, a Confederação Brasileira de Atletismo se vira como pode. Através de seu site, a entidade já cancelou todas as competições nacionais marcadas até o dia 31 de maio e vem acompanhando de perto as federações locais.

Apesar do medo, Warlindo Carneiro é bastante otimista quanto ao futuro e prevê o melhor desempenho do Brasil no atletismo na história dos Jogos Olímpicos.

"Sou muito otimista e suspeito para falar. Vamos fazer uma das melhores apresentações do atletismo brasileiro na história. Tenho certeza que vamos melhorar os resultados em 2021. É a nossa melhor safra, ninguém tem idade muito alta, que não vai poder competir ano que vem. Temos uma leva bastante grande de atletas com índice olímpico".

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