CEO do Atlético-MG revela faturamento do clube e projeta metas para 2026
Pedro Daniel, CEO do Galo, destacou o quanto o clube faturou na última temporada
Em entrevista ao Podcast do Atlético-MG nesta segunda-feira, o CEO do clube, Pedro Daniel, deu um parecer oficial sobre o momento das finanças do clube. O cartola destacou os valores de faturamento do Galo na última temporada e também projetou metas para 2026.
Segundo Pedro Daniel, o principal objetivo da diretoria do clube para 2026 é atacar as dívidas. O CEO declarou que o aporte que o Galo tem procurado para a temporada terá como destino o pagamento dos dividendos.
"O aporte é, basicamente, para atacá-la (dívidas). Assim, a gente paga menos juros e tem uma operação mais saudável. Estamos em uma discussão avançada em relação aos aportes para aliviar os juros. Ele é necessário para atingir o que queremos para o Galo", iniciou o CEO, que emendou:
"É possível continuar como está, mas talvez não seja a maneira mais eficiente e nem é o que queremos em médio prazo. Terá um aporte para investimento no futebol? Não, nós precisamos ajustar nossa estrutura para que o futebol cresça com o passar o tempo. A gente deixa de pagar juros para investir, no futuro, no futebol", concluiu.
Faturamento de R$800 milhões
Pedro Daniel também falou sobre a última temporada. O CEO destacou que o Atlético-MG teve um faturamento de cerca de R$800 milhões - algo considerado positivo pela direção do clube. No entanto, Pedro analisou a quantia ao colocar em comparação com a inflação de valores do futebol brasileiro dos últimos anos.
"O clube cresceu muito em receita. Provavelmente vamos fechar o ano de 2025 próximos de R$ 800 milhões em faturamento. É uma empresa relevante, com faturamento elevado. O ponto é que houve um movimento inflacionário no futebol. Os salários ficam mais caros, o mercado ficou mais caro, então ficou mais caro também ser competitivo. Não necessariamente esse crescimento foi na proporção das receitas. Para eu continuar sendo competitivo, eu vou ter que arriscar um pouco mais", destacou Pedro, que finalizou:
"No Galo, aumentamos investimento, fizemos altos investimentos nos últimos cinco anos. Fomos top-3 em investimentos nesse período para ser competitivo, mas a taxa de juros mudou. Já esteve em 2%, 3%, antes da pandemia, agora está em 15%. Como consequência, vêm os juros que eu falei, e você precisa honrar os compromissos. O aporte vem para auxiliar nesse ponto. A dívida cresceu, mas a receita também cresceu. Estou confiante que, com aporte e ajustes operacionais, vamos ter um futuro interessante para o Galo em médio prazo".
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.