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Ancelotti permanecerá como técnico para grande renovação da seleção

6 jul 2026 - 16h03
(atualizado às 21h08)
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O diretor ‌de futebol da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Caetano, afirmou que Carlo Ancelotti permanecerá no cargo durante o novo ciclo até a Copa do Mundo de 2030, depois que a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega ⁠nas oitavas de final, no domingo, prolongou a espera dos pentacampeões ‌pelo sexto título para pelo menos 28 anos.

Erling Haaland marcou duas vezes no Estádio de Nova York/Nova Jersey, mandando ‌o Brasil de volta para casa ‌e desencadeando um intenso questionamento sobre o desempenho da ⁠equipe, as decisões de Ancelotti e os rumos do futebol brasileiro.

Para um país que mede o sofrimento no futebol em ciclos de quatro anos, as acusações começaram rapidamente.

Grande parte delas foi direcionada a Ancelotti, que teve apenas um ano para reformular ‌uma equipe que passou por três técnicos interinos enquanto a ‌Confederação Brasileira de Futebol ⁠esperava que ⁠ele deixasse o Real Madrid.

Mas Caetano disse à Reuters que o italiano ⁠de 67 anos, que renovou ‌seu contrato em maio ‌até a Copa do Mundo de 2030, não seria descartado após uma única tempestade.

"Ele é nosso técnico e continuará sendo durante todo este ciclo", disse Caetano.

"Uma das principais ⁠razões pelas quais fracassamos nesta Copa do Mundo foi não termos uma orientação adequada e estável de longo prazo, que tivesse preparado nossa seleção da maneira que deveria para uma Copa do Mundo, e ‌não podemos cometer o mesmo erro de novo."

As decisões de Ancelotti, no entanto, deram margem a muito debate no pós-jogo.

Ancelotti ⁠foi criticado por Bruno Guimarães ter cobrado um pênalti logo no início, que ele perdeu, e por manter em campo a dupla de 34 anos, Casemiro e Danilo, até o final de uma partida em que o Brasil parecia ter as pernas pesadas e estar sem ideias.

A entrada de Neymar no meio do segundo tempo também pouco alterou o jogo, fora o pênalti convertido por ele para diminuir a diferença já no final dos acréscimos.

Para o Brasil, a questão agora é se essa derrota se tornará mais uma cicatriz ou o início de uma grande retomada.

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