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Whey protein vai do picolé à cerveja e leva à abertura de novas fábricas no Sul do País

Vida saudável, aumento da longevidade e uso de canetas emagrecedoras movimentam mercado global de US$ 23 bilhões

28 ago 2026 - 16h11
(atualizado às 17h36)
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Resumo
Impulsionada pela busca por saúde e pelo uso de medicamentos emagrecedores, a demanda por proteínas cresce no Brasil, quarto maior consumidor global de whey protein. Atenta a essa mudança, a Nestlé investe em fábricas e amplia o portfólio de marcas clássicas com versões proteicas. Com projeção de alta de 7,8% ao ano até 2035, o setor avança fortemente no país, impulsionado pela expansão no e-commerce e no varejo alimentar tradicional.

Linha de produção de whey protein da Growth Supplements em Tijucas (SC)
Linha de produção de whey protein da Growth Supplements em Tijucas (SC)
Foto: Divulgação/Growth / Estadão

Maior fabricante de alimentos e bebidas do mundo, a multinacional suíça Nestlé decidiu recalibrar o mix de produtos. Marcas icônicas como Nescau, Charge e Nescafé acabam de ganhar versões proteicas. Até a aveia da empresa passou a ter uma opção proteinada.

Este ano, a expectativa é dobrar o número de categorias de alimentos com proteínas em comparação a 2025, com lançamentos envolvendo marcas como Prestígio e Alpino.

"A Nestlé vem observando uma mudança acelerada no comportamento do consumidor brasileiro, que tem passado a enxergar a alimentação cada vez mais como uma ferramenta de saúde e prevenção", disse a empresa, em nota.

"Observamos o boom das proteínas, associadas à manutenção da massa muscular, mas também cresce a relevância de outros nutrientes-chave, como as fibras, fundamentais para saúde metabólica e especialmente relevantes para usuários de GLP-1 (canetas emagrecedoras)", diz a fabricante, que em março retomou a fabricação em Carazinho (RS) depois de investir R$ 60 milhões na unidade para dedicá-la à produção de soro de leite.

A StoneX estima que, nos Estados Unidos, maior produtor mundial, o mercado de WPC e WPI tenha alcançado aproximadamente US$ 4,3 bilhões (R$ 22 bilhões) em 2025, alta de 35% em relação a 2024. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o valor já soma US$ 2,7 bilhões (R$ 13,8 bilhões), avanço de 69% frente ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com a Future Market Insights, o Brasil é o terceiro país com a maior projeção de crescimento do mercado de proteína de soro de leite para os próximos anos, média de 7,8% de alta anual até 2035, só depois da Índia e da China.

No País, o sucesso das canetas emagrecedoras também faz crescer a busca por proteína, uma vez que o emagrecimento acelerado costuma levar à perda de músculos. "Em whey protein, o Brasil vem crescendo mais do que a média global e já é quarto maior consumidor mundial, depois de Estados Unidos, Japão e Inglaterra", diz Guilherme Machado, analista da Euromonitor. "O canal e-commerce tem sido fundamental na expansão da categoria, aumentando o alcance dos produtos, assim como a presença no canal alimentar".

Estadão
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