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Vibra recusa termos da Eneva e diz que discutirá fusão se proposta melhorar 'significativamente'

Companhia afirma que relação de troca indicada é 'injustificável' e que 'fica evidente' que termos propostos 'não possuem qualquer atratividade' para os seus acionistas

28 nov 2023 - 20h55
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A Vibra Energia afirmou em fato relevante nesta terça-feira, 28, que o conselho de administração analisou a proposta de combinação de negócios apresentada pela Eneva na noite de domingo e considerou que a relação de troca indicada é injustificável e que "fica evidente" que os termos propostos "não possuem qualquer atratividade" para os seus acionistas.

A companhia afirma que não entrou no mérito estratégico de uma possível fusão neste momento. Mas as potenciais sinergias indicadas na proposta precisam ser aprofundadas e foram, em grande medida, baseadas na solidez da estrutura de capital e base única de clientes da Vibra.

A empresa segue dizendo que é essencial maior esclarecimento sobre o modelo de governança pretendido, caso a combinação de negócios venha eventualmente a ser consumada.

"O conselho de administração da Vibra, cumprindo com seus deveres fiduciários e zelando pelo interesse dos seus acionistas, estará atento a uma eventual nova manifestação da Eneva, caso seja de seu interesse melhorar significativamente os termos apresentados, detalhando elementos necessários para o bom entendimento de uma eventual nova proposta de combinação", diz o fato relevante. Se for esse o caso, a Vibra diz que engajará assessores para tratativas em fórum privado.

Vibra elogiou portfólio da Eneva, mas pediu melhorias na proposta de fusão
Vibra elogiou portfólio da Eneva, mas pediu melhorias na proposta de fusão
Foto: J.F.Diorio / ESTADÃO CONTEÚDO / Estadão

No documento, a distribuidora agradece o interesse da Eneva, depois de dizer que está sempre atenta a oportunidades de possíveis transações e relaciona vários atributos da companhia, como sucesso ao longo dos últimos anos na construção e aperfeiçoamento de uma das melhores e mais eficientes plataformas diversificadas de energia do Brasil, construídas de forma independente e com um modelo de governança sólido.

"Nossos resultados financeiros dos últimos trimestres falam por si só e o ano de 2023 deverá consolidar essa tendência. Acreditamos fielmente que este ponto de inflexão é só o começo de uma jornada de crescimento rentável e acelerado nos próximos anos."

A empresa destaca também que está conectada às transformações pelas quais passa o setor de energia e segue comprometida com a economia de baixo carbono, além de manter a estrutura de capital dentro dos "melhores padrões sem, com isso, sacrificar a distribuição de dividendos e o crescimento da companhia".

Estadão
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