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Vendas da GM nos EUA no 1º tri caem, mas superam a Toyota

2 abr 2024 - 16h24
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A General Motors divulgou nesta terça-feira queda nas vendas de veículos nos Estados Unidos no primeiro trimestre, devido à redução nas entregas para clientes comerciais, mas a montadora norte-americana conseguiu superar a rival japonesa Toyota.

As vendas da GM caíram 1,5%, para 594.233 unidades nos primeiros três meses do ano, enquanto a Toyota teve alta de 20%, para 565.098 veículos.

A GM disse no mês passado que seu negócio de frotas, que atende a clientes, incluindo empresas de aluguel de carros, estava enfrentando problemas de disponibilidade de vans e algumas picapes de médio porte.

No entanto, as vendas no varejo da GM aumentaram 6%, enquanto o estoque das concessionárias no final de março era de 534.479 veículos, acima dos 456.686 de dezembro.

Especialistas do setor sinalizaram pressão sobre preços devido ao aumento do estoque.

"Embora o desempenho das vendas e das despesas seja impressionante, ele está ocorrendo às custas da redução da lucratividade do lojista e do fabricante, à medida que os estoques de veículos não vendidos aumentam e as pressões competitivas se intensificam", disse Thomas King, presidente da divisão de dados e análises da J.D. Power.

O mercado espera que que os preço médio das vendas seja de 44.186 dólares em março, uma queda de 3,6% em relação ao ano anterior, de acordo com a J.D. Power.

A venda anualizada de março deve ser de 15,5 milhões de unidades, alta de 600 mil veículos em relação ao ritmo de um ano antes, mas uma ligeira queda em relação a fevereiro, de acordo com a Cox Automotive.

Enquanto isso, os dados sobre as vendas de veículos elétricos reiteraram a redução da demanda. A líder de mercado Tesla publicou declínio de vendas trimestrais pela primeira vez em quase quatro anos.

As vendas de carros elétricos a GM no primeiro trimestre caíram 20,5% sobre o mesmo período de 2023, para 16.425 unidades.

A Ford, que deve divulgar vendas no final desta semana, disse no mês passado que a demanda por veículos elétricos é "muito menor do que o esperado pelo setor" e acrescentou que contará com a demanda por modelos híbridos "como uma parte importante dessa ponte nos próximos cinco anos".

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