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Veja quais países estão comprando mais do Brasil em época de guerra comercial de Trump

Exportações brasileiras no primeiro semestre ficaram ligeiramente abaixo das registradas no ano passado, com queda de 0,7%

4 jul 2025 - 17h34
(atualizado às 17h41)
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BRASÍLIA - Em meio a mudanças no comércio global com a política de tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, o mês de junho registrou crescimento das exportações brasileiras para China (2,3%), Estados Unidos (2,4%) e Argentina (70,8%). Já a União Europeia (UE) comprou menos no mês passado (queda de 14,0%).

No caso da China e dos EUA, a alta é decorrente do aumento nas vendas de carne bovina brasileira. Já o incremento das exportações para a Argentina foi motivado pelo aquecimento do setor automotivo, já que aquele país vem recuperando a demanda nessa área.

Também houve aumento das importações com origem na China (4,5%), na União Europeia (6,6%), nos EUA (18,5%) e na Argentina (8,9%). No caso dos EUA, a alta foi decorrente da compra de motores, máquinas e combustíveis.

Os dados foram apresentados na tarde desta sexta-feira, 4, pelo diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

Em junho, houve crescimento das exportações brasileiras para China (2,3%), Estados Unidos (2,4%) e Argentina (70,8%)
Em junho, houve crescimento das exportações brasileiras para China (2,3%), Estados Unidos (2,4%) e Argentina (70,8%)
Foto: Porto de Itapoá/Divulgação / Estadão

Brandão argumentou que tanto exportações quanto importações cresceram em junho em valor e volume, mas caíram em preço. No caso das exportações, a queda dos preços no mês passado foi mais acentuada, de 4,3%, enquanto nas importações, a redução dos preços foi de 1,1%.

Exportações no primeiro semestre tiveram leve baixa

Brandão ainda explicou que, no primeiro semestre deste ano, as exportações ficaram ligeiramente abaixo das registradas no ano passado (US$ 165,87 bilhões em 2025 contra US$ 166,96 bilhões em 2024, queda de 0,7%), motivadas por preços menores.

"O valor exportado deste ano é sustentado pelos volumes crescentes, já que temos observado uma redução dos preços internacionais dos bens", explicou. Entre os destaques nas exportações nos seis primeiros meses do ano, está a queda de 7,6% nas vendas para a China e a redução de 18,7% para o Oriente Médio. Houve aumento de valor exportado para a UE, os EUA e a Argentina (2,6%, 4,4% e 55,4% respectivamente).

No caso das importações, o técnico explicou que a economia brasileira vem demandando mais bens importados, em especial de capital e intermediários. Houve crescimento de 8,3% na comparação entre o primeiro semestre de 2025 (US$ 135,78 bilhões) e o mesmo período de 2024 (US$ 125,4 bilhões).

No primeiro semestre, cresceu a importação das principais origens: 21,4% da China, 4,5% da UE, 11,5% dos EUA e 1,6% da Argentina.

Previsão de superávit comercial do ano é reduzida

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para baixo a previsão de superávit comercial de 2025.

Agora, a expectativa é de que, no ano, o saldo positivo das contas feche em US$ 50,4 bilhões. A primeira previsão, divulgada no fim do primeiro trimestre, era de que o saldo poderia terminar este ano em US$ 70,2 bilhões.

No ano passado, o saldo comercial foi de US$ 74,2 bilhões. Se confirmada a previsão da pasta, haverá uma variação negativa neste ano de 32,0%.

"A gente vê uma leve queda de exportações no primeiro semestre, motivada por preços menores. E o valor é sustentado por volume", explicou Herlon Brandão. Ele lembrou que a primeira previsão já apontava queda de saldo, com um aumento mais forte de importações em relação a exportações.

"A demanda mundial vem se enfraquecendo, isso vem afetando o preço das commodities", disse o secretário. "Por outro lado, a economia brasileira continua crescendo, continua demandando insumos e bens de capital importados, o que deve resultar nesse saldo comercial de US$ 50 bilhões", completou.

É esperado que as exportações brasileiras somem US$ 341,9 bilhões neste ano - montante 1,5% maior em relação a 2024 (US$ 337,0 milhões). A projeção do início do ano era de que as exportações somassem US$ 353,1 bilhões em 2025.

Nas importações, o dado foi ajustado para cima. Agora, a expectativa é de que as compras somem US$ 291,5 bilhões em 2025, alta de 10,9% na comparação com o ano passado (US$ 262,9 bilhões). Na última projeção, o MDIC esperava importações de US$ 282,9 bilhões.

Já na corrente de comércio, o número projetado pelo MDIC baixou de US$ 636,1 bilhões para US$ 633,5 bilhões, número 5,6% maior que os US$ 599,9 bilhões registrados no ano passado.

Estadão
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