Vale anuncia novos pedidos de bloqueios que somam mais de R$2 bi após extravasamentos em MG
A Vale disse na noite de quinta-feira que identificou três novas medidas judiciais relacionadas aos extravasamentos registrados nas unidades operacionais de Fábrica e Viga, em Minas Gerais, que requerem, entre outras medidas liminares, o bloqueio patrimonial superior aos R$2 bilhões.
De acordo com o documento, o Ministério Público Federal requeriu bloqueio patrimonial de R$200 milhões referente ao extravasamento na unidade de Viga, conforme anteriormente publicado pela Reuters na quarta-feira. O MPF já havia pedido o bloqueio de R$1 bilhão em relação ao vazamento ocorrido na mina de Fábrica em Ouro Preto.
Já o Estado de Minas Gerais pediu o bloqueio patrimonial de R$1 bilhão em relação aos extravasamentos na unidade Viga, disse.
O terceiro pedido informado pela Vale veio do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e o Estado de Minas Gerais, com o requerimento de bloqueio patrimonial de R$846 milhões em relação aos extravasamentos na unidade de Fábrica.
A companhia acrescentou que iniciou os trabalhos para a remoção de sedimentos e que está trabalhando no desenvolvimento do plano de recuperação de áreas degradadas.
"A companhia segue cooperando com as autoridades e apresentará suas manifestações dentro dos prazos legais." disse a Vale.
No dia 26 de janeiro, o governo de Minas Gerais afirmou que foram identificados danos ambientais decorrentes do extravasamento em uma cava da mineradora Vale na madrugada do dia anterior.
Os danos ambientais foram decorrentes do carregamento de sedimentos e do assoreamento de cursos d'água afluentes do Rio Maranhão, de acordo com comunicado do governo mineiro.
A Vale será autuada por ações de poluição, degradação ou danos aos recursos hídricos, às espécies vegetais e animais, entre outros.
O incidente, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na região conhecida como Mina de Fábrica, provocou também o alagamento de áreas da instalação Pires, da CSN Mineração.