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Turistas geram R$ 5 bi em compras da rua 25 de Março

Cerca de 70% dos turistas vem para São Paulo em busca de produtos para revender em suas cidades de origem

23 dez 2014 - 12h50
(atualizado às 13h18)
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Região da rua 25 de Março, em São Paulo
Região da rua 25 de Março, em São Paulo
Foto: Henrique Medeiros / Terra

A rua 25 de Março, tradicional centro do comércio de São Paulo, fica abarrotada de pessoas em busca de presentes e produtos nas lojas durante todo o ano, em especial antes das festas de Natal e Ano-Novo. A importância da rua para a economia da cidade é tão grande que , segundo uma pesquisa da SPTuris (empresa de turismo e eventos da capital), apenas os turistas devem movimentar algo em torno de R$ 5 bilhões no período de festas deste ano.

Localizada no Centro da capital paulista, a região engloba as estações de metrô da Luz e São Bento, além do terminal de ônibus do Parque Dom Pedro. O levantamento da SPTuris ainda aponta que, na Rua 25 de Março, 70% dos turistas estão em busca de produtos para revender em suas cidades de origem.

Turismo movimenta rua 25 de março e gera R$ 5 bi de receita:

“Inclusive alguns levantamentos que fizemos com lojistas da região dizem que, os períodos entre quarta-feira e sexta-feira, são os períodos com a maior presença de turistas”, explica Fábio Montanheiro, responsável pela pesquisa do órgão municipal. "Eles precisam levar as mercadorias de volta para suas respectivas localidades e fazer a revenda nos finais de semana”, completou.

Questionado se ainda existe o "dia da sacoleira", um movimento que historicamente acontece todas as terças-feiras com os comerciantes de fora da cidade, Montanheiro explica que sim, ainda existe, mas o estudo aponta “um movimento maior nos outros dias da semana também” e que boa parte destes "forasteiros" (43%),  ficam apenas um dia para as compras e voltam para suas localidades.

A mineira Brenda Silva veio para a cidade para fazer as compras de Natal. A jovem não pretende revender os produtos, mas acredita que, apesar da viagem, é possível economizar fazendo as compras em São Paulo. “A economia aqui (em São Paulo) é muito boa. Aqui a maioria (dos produtos) vale à pena. Tem coisas que não vale, mas compensa”, diz Brenda.

Ela ressalta, porém, que é preciso procurar bastante e que em alguns casos os preços são similares aos da sua cidade. 

Região da rua 25 de Março, em São Paulo
Região da rua 25 de Março, em São Paulo
Foto: Henrique Medeiros / Terra

Vendas

O resultado  da chegada dos turistas já pode ser visto nas lojas. Em uma das mais tradicionais lojas da rua, a Armarinhos Fernando, não há mais enfeites de Natal. Parte dos consumidores já buscam materiais escolares, no programa de “Volta às Aulas”.

De acordo com o gerente da loja, Ondamar Ferreira, o mercado está em um momento melhor quando comparado com o fim de ano de 2013, bem longe da crise de financeira que assola outros setores do comércio.

“Aqui na 25 de Março, a gente (lojistas) não fala sobre crise financeira. E pelo que tem acontecido do começo de novembro nós vimos apenas progressões e espero que tenha continuidade até porque, no período pós-Natal, temos um período excelente de vendas, que é a volta às aulas”, afirma o gerente.

Ferreira explica ainda que os principais produtos em destaque neste período do ano são os brinquedos e presentes em geral. Por dia, a Armarinhos Fernando chega a receber entre 30 e 40 mil pessoas.

Região da rua 25 de Março, em São Paulo
Região da rua 25 de Março, em São Paulo
Foto: Henrique Medeiros / Terra

Gasto médio

Fabio Montanheiro, da SPTuris,  ainda explica que o valor médio gasto por pessoa apenas com compras na região da rua 25 de Março gira em torno de R$ 1.150 -  uma quantia que deve manter-se neste patamar mesmo com a crise internacional. Quando englobado valores com lazer, alimentação e estadia, a análise da SPTuris aponta que os valores utilizados pelos turistas podem subir entre R$ 1,6 mil  e R$ 1,7 mil

Sons da 25 de março:

No entanto, o professor da Universidade Mackenzie, Bruno Boris, pede cautela com os gastos aos consumidores neste fim de ano, devido dívidas acumuladas e o pagamentos de taxas como o IPVA e o IPTU no começo de 2015.

“Vai depender de cada caso. Se você não tem dívida, pode gastar. Se você tem dívida, é melhor economizar nos produtos adquiridos nas festas de fim de ano”, afirma Fausto.

Fonte: Terra
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