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Confiança do comércio cai 1,5% em dezembro, aponta FGV

Resultado é o segundo menor nível da série iniciada em março de 2010; quadro de crescimento baixo, inflação elevada e juros altos fragilizam retomada do comércio

23 dez 2014 - 09h42
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Pessoas andam em frente à loja no centro da cidade de São Paulo.
Pessoas andam em frente à loja no centro da cidade de São Paulo.
Foto: Paulo Whitaker (BRAZIL - Tags: BUSINESS) / Reuters

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 1,5 por cento entre novembro e dezembro, atingindo 108,9 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O resultado de dezembro é o segundo menor nível da série iniciada em março de 2010, superando apenas os 108,5 pontos de setembro último.

Em novembro, o Icom havia chegado a 110,6 pontos.

“O resultado de novembro mostra que o Comércio está extremamente insatisfeito com o desempenho deste final de ano, além de nutrir expectativas modestas em relação à possibilidade de recuperação consistente das vendas ao longo do primeiro semestre de 2015.”, afirmou em nota o Superintendente Adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, Aloisio Campelo Jr.

Em dezembro, o Índice de Expectativas (IE-COM) teve alta de 1,2 por cento, para 137,5 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 5,9 por cento frente a novembro, para 80,3 pontos.

O quadro vivido pelo Brasil é de crescimento baixo, inflação elevada e juros altos, que fragilizam uma retomada do comércio. As vendas no varejo brasileiro subiram 1 por cento em outubro sobre setembro, último dado disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas ainda foi insuficiente para representar recuperação mais sólida do setor.

Crescimento do ICC

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,9 por cento em dezembro sobre o mês anterior, passando para 96,2 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

Em novembro, o índice tinha caído 6,1 por cento na comparação mensal, atingindo o menor nível desde dezembro de 2008.

Segundo a FGV, o resultado decorre pela melhoria das expectativas sobre a situação econômica, "cuja alta pontual não compensa inteiramente a tendência de aprofundamento do pessimismo observada nos meses anteriores".

O Índice da Situação Atual (ISA) teve leva alta de 0,2 por cento, para 96,8 pontos em dezembro. Já o Índice de Expectativas avançou 2,2 por cento, a 96,8 pontos.

A FGV informou ainda que os resultados mostram que as famílias continuam cautelosas em relação ao orçamento doméstico.

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