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Túnel Santos-Guarujá: Governo federal e SP assinam empréstimo de R$ 2,57 bi para financiar obra

Com a ausência do governador Tarcísio de Freitas, o único representante do alto escalão paulista a discursar foi o secretário de Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita

13 abr 2026 - 16h19
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O governo federal assinou nesta segunda-feira, 13, a operação de crédito que vai viabilizar a contrapartida do Estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Imerso Santos-Guarujá. A operação, no valor de R$ 2,57 bilhões, foi estruturada pelo Banco do Brasil e conta com garantia da União.

Participaram da solenidade o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Com a ausência do governador Tarcísio de Freitas, o único representante do alto escalão paulista a discursar foi o secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita.

Projeto da obra do túnel que irá ligar Santos ao Guarujá.
Projeto da obra do túnel que irá ligar Santos ao Guarujá.
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo / Estadão

Apesar da ausência de Tarcísio, Alckmin afirmou que o projeto reforça um "espírito republicano" ao promover uma parceria entre União e Estados, em benefício da população. "Esse é um avanço que devemos comemorar", ressaltou.

O vice-presidente destacou ainda as condições de financiamento do empréstimo com garantia da União ao governo paulista. Segundo Alckmin, o financiamento estruturado pelo Banco do Brasil tem taxa de CDI + 1,59% e 23 anos para pagar.

Leiloado em setembro de 2025, o projeto do túnel Santos-Guarujá prevê R$ 7 bilhões em investimentos. Por se tratar de uma PPP, R$ 5,1 bilhões do montante virão de aportes públicos divididos igualmente entre a União e o Estado de São Paulo. O investimento federal será realizado via Autoridade Portuária, enquanto o estadual virá da operação de crédito anunciada hoje.

O secretário Kinoshita afirmou que a parceria com a União foi muito importante para tirar do papel o projeto, que vinha sendo discutido há cerca de um século. "Essa sempre foi a orientação do governador Tarcísio de Freitas e a União teve essa mesma percepção".

O evento contou ainda com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, entre outras autoridades estaduais e federais.

Tarciana disse que, ao estruturar o financiamento que viabiliza a contrapartida para a obra, a instituição financeira reforça a sua "vocação" em apoiar o desenvolvimento do País. Segundo ela, o BB mantém compromisso "inegociável" em ser um parceiro estratégico para ajudar investimentos que estimulam a economia e conectam pessoas.

"O túnel imersível é mais do que um grande obra; simboliza eficiência, logística, mobilidade urbana e emprego de toda a Baixada Santista", disse, acrescentando que o BB atua como "elo" entre planejamento público e realização dos projetos.

Como será a obra e qual a previsão de conclusão?

Em janeiro de 2026, o governo do Estado de São Paulo e a concessionária assinaram o contrato da PPP. O cronograma prevê o início das obras em 2027 e o início da operação do primeiro túnel submerso do País em 2031.

A Mota-Engil será a responsável pela construção, pela operação e pela manutenção do túnel pelo período de 30 anos. A construção será feita por meio de módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário, como já feito antes na Europa e na Ásia. Só depois os módulos serão afundados, encaixados e cobertos por uma camada de pedras.

Atualmente, a ligação rodoviária entre as duas cidades tem 40 quilômetros de extensão, com tempo de viagem em torno de uma hora. A expectativa é de que, após a construção do túnel, o tempo de travessia entre Santos e Guarujá caia para até cinco minutos.

A expectativa é de que a obra também melhore os gargalos logísticos no Porto de Santos, considerados um problema histórico. "O Porto de Santos é o maior da América Latina, com um terço das exportações do Brasil", destacou Alckmin.

Estadão
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