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Taxas longas caem no Brasil após Trump resgatar esperança em acordo entre EUA e Irã

13 abr 2026 - 16h58
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As taxas dos DIs ‌de curto prazo fecharam a segunda-feira com leves altas, enquanto as de longo prazo recuaram após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, resgatarem as esperanças dos investidores em um acordo de paz com o Irã.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 14,09%, com avanço de 3 pontos-base ante ⁠o ajuste de 14,063% da sexta-feira. Na ponta longa da curva a termo, a taxa ‌do DI para janeiro de 2035 marcava 13,41%, com baixa de 8 pontos-base ante 13,493%.

Pela manhã, a curva a termo brasileira exibiu altas firmes, acima de 10 ‌pontos-base em alguns vencimentos, reagindo ao fato de EUA ‌e Irã não terem chegado a um acordo de paz nas negociações do ⁠fim de semana, em Islamabad. Na sequência, Trump nL1N40V060 prometeu bloquear todo o Estreito de Ormuz ao tráfego de navios que entram e saem de portos iranianos. Teerã nL6N40W0NS ameaçou retaliar os portos de seus vizinhos do Golfo Pérsico.

No início da tarde desta segunda-feira, porém, o cenário mudou em todo o mundo, após Trump dizer que o ‌Irã havia "ligado esta manhã" e que "eles gostariam de fechar um acordo". Ao mesmo tempo, o ‌norte-americano afirmou que não aceitará ⁠nenhum acordo que permita ⁠que Teerã tenha uma arma nuclear.

Os investidores se apegaram à possibilidade de um acordo e foram ⁠em busca de ativos de risco, o ‌que colocou o dólar em baixa ‌ante o real e fez as taxas longas dos DIs virarem para o negativo.

Após marcar a máxima de 13,560% (+7 pontos-base) às 9h33, sob o impacto do fracasso das negociações do fim de semana, a taxa do DI para janeiro ⁠de 2035 atingiu a mínima de 13,41% (-8 pontos-base) no encerramento da sessão regular, sob efeito da fala de Trump. Na ponta curta da curva, os rendimentos chegaram a zerar à tarde os ganhos de mais cedo.

Os comentários de Trump também conduziram os preços do petróleo para abaixo dos US$100 o ‌barril no exterior e a alta recorde do Ibovespa no Brasil, enquanto o dólar passou a oscilar abaixo dos R$5,00. Às 16h34, o rendimento do Treasury de dez ⁠anos --referência global para decisões de investimento-- caía 2 pontos-base, a 4,297%.

Apesar do relativo alívio na curva brasileira durante a tarde, investidores seguem projetando chances maiores de corte de apenas 25 pontos-base da taxa básica Selic no fim do mês, e não de 50 pontos-base. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.

No relatório Focus nL1N40W0CC divulgado no início do dia, a mediana das projeções dos economistas do mercado para a Selic no fim deste ano seguiu em 12,50%, com um corte de 25 pontos-base este mês. Já a inflação projetada para este ano, em função dos efeitos da guerra sobre os preços, subiu de 4,36% para 4,71% -- bem acima dos 3% da meta perseguida pelo Banco Central.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta segunda-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 14,09 14,063 0,027

JAN/28 13,51 13,532 -0,022

JAN/29 13,305 13,37 -0,065

JAN/30 13,295 13,389 -0,094

JAN/31 13,33 13,428 -0,098

JAN/35 13,41 13,493 -0,083

(Edição de Isabel Versiani)

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