Trump sinaliza acordo com Irã e mercados globais recuperam fôlego
Negociações estão em "estágios finais", segundo o norte-americano
Trump afirmou que as negociações com o Irã estão nos “estágios finais”, embora tenha ameaçado novos ataques caso Teerã rejeite os termos dos EUA. Em resposta, o governo iraniano classificou como “ilusão” qualquer tentativa de rendição e voltou a ameaçar ampliar o conflito.
Os mercados globais amanheceram mais otimistas nesta quinta-feira (21), após investidores voltarem a apostar que Donald Trump tentará evitar uma escalada da guerra no Oriente Médio. A percepção derrubou o petróleo Brent em quase 6% na sessão anterior, aliviando temores sobre inflação e juros.
Trump afirmou que as negociações com o Irã estão nos “estágios finais”, embora tenha ameaçado novos ataques caso Teerã rejeite os termos dos EUA. Em resposta, o governo iraniano classificou como “ilusão” qualquer tentativa de rendição e voltou a ameaçar ampliar o conflito.
Mesmo diante da ata mais dura do Federal Reserve (Fed), o mercado manteve o foco no cenário geopolítico. O documento reforçou preocupações com inflação persistente, petróleo elevado e juros altos por mais tempo nos EUA, com parte dos dirigentes discutindo novas altas de juros e defendendo a retirada de sinais favoráveis a cortes.
Na Europa, os mercados buscam a estabilidade com o alívio no petróleo diante da expectativa de acordo entre EUA e Irã. Apesar do PMI da zona do euro abaixo do esperado e dos sinais de desaceleração no Reino Unido e na França, o mercado mantém o apetite por risco.
Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, com o balanço da Nvidia fortalecendo o apetite por tecnologia. A Samsung Electronics saltou 8,51% após acordo salarial provisório, impulsionando o Kospi a uma alta superior a 8%, marcando sua melhor sessão em meses.
No mercado de commodities, após despencar 6% na véspera, o petróleo volta a subir, com a percepção do mercado de que a normalização da oferta pode demorar. O Brent/junho sobe 2,2%, cotado a US$ 107,33 e o WTI/junho avança 2,57%, a US$ 100,79.
No Brasil, o destaque é político após a CCJ do Senado adiar a análise da PEC da autonomia orçamentária do Banco Central, mas a proposta ganhou respaldo explícito de 14 entidades do sistema financeiro, incluindo Febraban, fintechs, bancos e empresas de pagamentos.
Em nota conjunta, o grupo defendeu a “urgente necessidade” de reforço no orçamento e no quadro de pessoal da autoridade monetária. As associações argumentam que a autonomia financeira ajudaria a reduzir a percepção de risco do país, fortalecer a estabilidade da política monetária e aproximar o Brasil das práticas adotadas por economias relevantes. O texto pode voltar à pauta da CCJ já na próxima semana.
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