Tereza Grossi, primeira mulher a ocupar um cargo de direção no Banco Central, morre aos 74 anos
Carreira de ex-diretora de Fiscalização do órgão ficou marcada pela contribuição no processo de modernização e profissionalização da área de supervisão bancária, segundo autarquia
BRASÍLIA E SÃO PAULO - Tereza Grossi, ex-diretora de Fiscalização do Banco Central e primeira mulher a ocupar um cargo na diretoria colegiada do órgão, onde ficou entre março de 2000 e o mesmo mês de 2003, morreu nesta quinta-feira, 21, aos 74 anos, informou a instituição em nota nesta sexta-feira, 22.
"(Tereza Grossi) deu contribuição valiosa no processo de modernização e profissionalização dos trabalhos da área de supervisão. Neste momento de dor, a diretoria do Banco Central expressa seus sinceros sentimentos de pesar aos familiares, amigos e colegas de trabalho", disse o BC.
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, também lamentou a morte da ex-diretora. "Conhecida pela excelência na liderança de equipes, Tereza marcou uma nova era da supervisão bancária brasileira e teve papel fundamental na modernização da regulação do setor, ocorrida a partir dos anos 1990?, disse. Ele afirmou que a Febraban "estende votos de solidariedade e condolências à família e aos amigos de Grossi".
A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) divulgou nota em que manifesta pesar pela morte da servidora de carreira da autarquia. "Tereza Cristina Grossi Togni, pioneira no sistema financeiro nacional, tornou-se a primeira mulher a ocupar um cargo de direção no Banco Central, demonstrando sua notável competência e dedicação ao setor", disse a entidade em nota.
"A ABBC expressa seus mais sinceros sentimentos e solidariedade a todos os familiares, amigos e colegas de carreira que tiveram o privilégio da convivência com essa grande profissional", completa a associação./Thaís Barcellos e Matheus Piovesana