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Novo Nordisk prevê que pílulas conquistarão mais de um terço do mercado de GLP-1 até 2030

12 jan 2026 - 19h23
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Os medicamentos orais para perda de peso podem representar um terço ou mais do mercado global de GLP-1 até 2030, porcentagem maior do que a empresa previa originalmente, disse um ‌executivo da Novo Nordisk nesta segunda-feira.

"Em nossa primeira suposição, os injetáveis dominavam o mercado e ‌as pílulas desempenhavam um papel menor", disse à Reuters Ludovic Helfgott, vice-presidente executivo da Novo Nordisk para estratégia de produtos e portfólio, nos bastidores da conferência J.P. Morgan Healthcare.

"Acreditamos que a pílula poderia, de fato, representar mais de um terço desse mercado ‍em geral à medida que avançamos", acrescentou.

Helfgott disse que a visão atualizada da Novo reflete uma melhor compreensão do comportamento dos pacientes no que ele descreveu como um mercado de obesidade cada vez mais voltado para o consumidor, ‌no qual muitos pacientes pagam do próprio bolso.

A empresa acredita ‌que sua versão oral recém-lançada do Wegovy pode expandir o tratamento para grupos que até agora estavam sub-representados no uso do GLP-1, incluindo homens e pacientes mais jovens.

Ele disse que alguns usuários em potencial da nova pílula lançada na semana passada não reconhecem totalmente a obesidade como uma doença ou estão "em negação", argumentando que uma opção oral "abre categorias da população" que têm sido mais difíceis de alcançar com injetáveis.

A reavaliação ocorre no momento em que analistas debatem o papel de longo prazo dos GLP-1s orais.

No ano passado, analistas da TD Cowen estimaram que as pílulas de GLP-1 serão responsáveis por uma porcentagem do mercado global de medicamentos para obesidade na casa dos dez por cento até 2030, podendo chegar a US$150 bilhões até lá.

No final do ano passado, a Novo realizou exercícios de segmentação e direcionamento de pacientes, disse Helfgott, usando modelos de inteligência artificial e outras ferramentas ‌para classificar os novos usuários potenciais de GLP-1 em seis ou sete grupos comportamentais.

O trabalho está ajudando a fabricante de medicamentos a entender o que motiva as pessoas a começar a tomar um medicamento para perda de peso.

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