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Taxas dos DIs recuam com exterior e à espera do Copom

4 nov 2026 - 16h57
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Resumo
As taxas dos DIs recuaram nesta quarta-feira, acompanhando o alívio na renda fixa global e a queda nos rendimentos dos Treasuries após a vitória dos democratas no Congresso dos EUA, cenário que trouxe maior previsibilidade aos mercados. No Brasil, o movimento ocorreu em meio à expectativa pela decisão do Copom sobre a taxa Selic. Analistas projetam a manutenção dos juros em 13,75% e preveem um comunicado em tom mais duro, diante de incertezas futuras e do aumento das expectativas de inflação.

As taxas dos DIs ‌recuaram nesta quarta-feira, refletindo o alívio nos mercados globais de renda fixa após a vitória dos democratas nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, enquanto os agentes locais se preparavam para o anúncio da decisão de juros do Banco Central.

No fim da tarde, a taxa do ⁠DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,42%, ante o ajuste ‌de 14,629% da véspera. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,03%, ante 15,485% da sessão anterior.

Os democratas assumiram o ‌controle tanto do Senado quanto da Câmara ‌dos Deputados dos EUA na terça-feira, obtendo vitórias esmagadoras em redutos ⁠republicanos pela primeira vez em gerações, enquanto dezenas de milhões de eleitores enviaram uma crítica contundente ao presidente Donald Trump.

O sucesso do partido ficou evidenciado pelos ganhos em distritos há muito considerados seguramente conservadores, ressaltando uma mudança no cenário político.

A perspectiva de menores incertezas na condução da política americana, ‌tendo em vista que o presidente dos EUA, Donald Trump, terá que enfrentar ‌uma Câmara e um ⁠Senado democratas para ⁠tomar suas decisões, levou a uma queda nos rendimentos dos Treasuries, movimento que se espalhou ⁠na renda fixa global.

"A perspectiva ‌de um governo dividido no ‌Congresso americano foi recebida de forma otimista pelos agentes financeiros, uma vez que esse desenho político reduz as chances de mudanças econômicas bruscas e traz uma maior previsibilidade global", disse Rebecca Nossig, estrategista de ⁠ações da Nomad.

Às 16h47, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 6 pontos-base, a 4,892%.

Localmente, os agentes aguardam a divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no final do dia.

Pesquisa Reuters apontou ‌que o Copom deve manter a taxa básica de juros Selic, dando uma pausa na série de cortes para avaliar melhor as perspectivas econômicas ⁠após a eleição presidencial.

"A elevação das expectativas de inflação (especialmente para horizontes mais longos, como 2029) exige uma resposta de política monetária para evitar deterioração adicional à frente", disse a XP em relatório.

Nesse sentido, a instituição financeira espera que o comunicado pós-reunião "adotará um tom mais duro (hawkish), deixando em aberto as possibilidades para as próximas reuniões do Copom".

A XP projeta que a Selic permanecerá em 13,75% até o final de 2027. "O cenário é particularmente incerto adiante. O Copom poderá retomar o ciclo de cortes caso os ativos financeiros do Brasil se estabilizem e o cenário de inflação melhore; ou mesmo elevar a taxa básica de juros se os fundamentos assim o exigirem", disse a XP em relatório.

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