Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho formal em setembro, aponta Caged

Foi o pior resultado para o mês desde o começo da série do Novo Caged, iniciada em 2020

4 nov 2026 - 17h06
(atualizado às 17h22)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Brasil abriu 121.305 vagas formais em setembro, pior resultado para o mês desde 2020 e abaixo das expectativas do mercado. Serviços liderou a criação de empregos, enquanto a agropecuária teve perdas. São Paulo registrou o maior saldo positivo estadual, e o Rio Grande do Sul teve o pior. O salário médio de admissão recuou para R$ 2.429,41. No ano, o saldo acumula 1,25 milhão de novos postos, queda de 27,8% em relação a 2025, marcando o menor resultado para o período desde a pandemia de covid-19.
Carteira de trabalho
Carteira de trabalho
Foto: Nilton Fukuda/Estadão / Estadão

O mercado de trabalho brasileiro abriu 121.305 postos de trabalho formais em setembro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 4, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o pior resultado para o mês desde o começo da série do Novo Caged (iniciada em 2020).

O resultado ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast , que apontava para criação líquida de 163,6 mil vagas em setembro. As estimativas do mercado, todas positivas, variavam de 96.610 a 225 mil vagas.

O saldo de setembro é resultado de 2.214.47 de admissões e 2.093.132 desligamentos. Em agosto, o saldo foi positivo em 16.062 vagas, já incorporando os ajustes na série. Em setembro de 2025, o saldo foi de 241.609 novos postos de trabalho.

Setores

Quatro dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas tiveram criação de novos postos de trabalho em setembro, segundo dados do Novo Caged.

Como de costume, o saldo mais positivo foi registrado no setor de serviços, que abriu 81.241 vagas em setembro. Em seguida, aparecem indústria (19.285), comércio (15.697) e construção (9.468). A agropecuária registrou fechamento líquido de 4.381 vagas.

Unidades da Federação

Em setembro, 26 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo no mercado de trabalho. Lideram o ranking, em números absolutos: São Paulo (19.391 vagas), Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110). Na ponta oposta, aparecem: Rio Grande do Sul (-2.937), Acre (235) e Goiás (307).

O salário médio real de admissão passou de R$ 2.430,51 em agosto para R$ 2.429,41 em setembro, uma redução de R$ 1,10 (-0,05%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o salário de setembro aumentou R$ 44,90 (1,88%).

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, foram gerados 1.248.914 novos postos de trabalho. Este é o menor saldo do Caged para o período desde 2020, quando foram fechados 775.557 postos formais de trabalho entre janeiro e setembro, em meio à pandemia de covid-19.

Na comparação com janeiro a setembro de 2025, o resultado representa uma queda de 27,8% (foram gerados naquele período do ano passado 1.731.398 postos).

No acumulado do ano, os cinco grandes setores da atividade tiveram saldos positivos: serviços (775.774), construção (207.434), indústria (188.563), agropecuária (51.893) e comércio (25.280).

São Paulo é o Estado com mais postos formais criados em números absolutos, com saldo positivo de 322.551 no acumulado do ano. Em seguida, aparecem Minas Gerais (129.777) e Rio de Janeiro (86.489).

Na outra ponta, os menores saldos acumulados no ano são Rondônia (3.480), Roraima (3.814) e Acre (4.573).

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra