Escola em Itu propõe ensinar inteligência artificial a partir de problemas reais das empresas
HDI School terá formação voltada a gestores e empresas, com atividades práticas para desenvolver soluções aplicadas à rotina de trabalho
Prevista para novembro em Itu, a HDI School ensinará inteligência artificial aplicada a desafios corporativos reais, como tarefas manuais e integração de sistemas. Criada por João Ferrari e Alfredo Tavares, a instituição atenderá tanto gestores quanto empresas por meio de turmas reduzidas, aulas práticas que dispensam programação e foco na resolução direta de problemas de trabalho, capacitando os alunos a implementar soluções viáveis e mensuráveis para seus negócios locais.
Itu vai receber uma escola de inteligência artificial voltada à aplicação da tecnologia no ambiente profissional. A HDI School, dos sócios João Ferrari e Alfredo Tavares, tem abertura prevista para novembro e propõe levar para a sala de aula desafios enfrentados por gestores e empresas, como sistemas que não se comunicam e processos que exigem trabalho manual.
A escolha do município combina a ligação dos fundadores com a cidade e a presença de empresas na região. "Itu é nossa cidade natal. Além disso, reúne uma grande concentração, em seu entorno, de empresas em crescimento", afirma Ferrari.
Segundo ele, a proposta é aproximar os negócios locais de experiências de uso da inteligência artificial em operações de maior porte. "Notamos que a educação faz parte da revolução da utilização da IA nas empresas", diz.
A escola terá duas frentes. Uma será destinada a gestores e profissionais que buscam solucionar problemas dos próprios departamentos. A outra atenderá empresas interessadas em incorporar agentes de inteligência artificial aos seus processos, com metodologia, ferramentas e acompanhamento.
"Para as pessoas que querem resolver problemas dos seus departamentos e potencializar sua performance, vamos ensinar na prática e criar soluções junto com elas", explica Tavares.
De acordo com a instituição, a formação para profissionais terá 24 horas, turmas de até 16 alunos e atividades que dispensam programação. As aulas serão conduzidas pelos próprios sócios, que também atuam na implantação de projetos de inteligência artificial em empresas.
Entre os desafios que poderão ser trabalhados estão a integração de informações distribuídas em diferentes sistemas, a redução de tarefas repetitivas e a melhoria de processos administrativos. A definição do projeto de cada participante começará em uma entrevista, na qual serão identificados o problema e o objetivo pretendido.
A proposta da escola é que o aluno conclua a formação com uma solução aplicada ao trabalho. Segundo a instituição, o certificado deverá registrar o que foi desenvolvido e o resultado medido.
Para Ferrari, a proximidade com quem já trabalha na implantação da tecnologia é parte central do modelo presencial. A intenção é transformar demandas apresentadas pelos participantes em atividades práticas, conectando o aprendizado às necessidades das empresas da região.
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