CEO da portuguesa EDP deixará o cargo em 2027
O presidente-executivo da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, anunciou que deixará o cargo em abril de 2027 ao optar por não disputar um terceiro mandato. No comando desde 2021 e após 25 anos na empresa, o executivo cumprirá seu mandato para assegurar uma transição contínua e ordenada. O conselho iniciou a busca por um sucessor com apoio externo, em um momento de solidez para a gigante de energia limpa, dona da quarta maior produtora eólica global e com ações em alta no ano.
O presidente-executivo da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, deixará o cargo em 2027 após decidir não concorrer a um novo mandato, informou a empresa portuguesa de energia nesta quarta-feira, dando início à busca por um novo líder para a proprietária da quarta maior produtora de energia eólica do mundo.
A EDP informou que Stilwell d'Andrade, que lidera a empresa desde 2021, comunicou ao Conselho Geral e de Supervisão da empresa que não buscaria um terceiro mandato quando seu atual mandato de três anos expirar na assembleia geral anual de acionistas da empresa, em abril de 2027.
A empresa informou que ele permanecerá no cargo até o fim de seu mandato e continuará supervisionando o plano de negócios da EDP, trabalhando em conjunto com o conselho para garantir uma transição ordenada.
Stilwell d'Andrade disse à Reuters que, após 25 anos na EDP -- incluindo 15 no conselho executivo e seis como presidente-executivo --, sentiu que "chegou o momento certo de se afastar, após muita reflexão".
Ele afirmou que a sucessão deve ser "o mais tranquila possível", ressaltando que a EDP está em uma posição sólida e que a transição será "mais uma questão de continuidade" do que de mudança estratégica.
"A empresa está em ótima forma, com resultados sólidos, um balanço patrimonial robusto, uma equipe estável e perspectivas promissoras para o futuro. Até mesmo o preço das ações se recuperou bem. Estamos indo na direção certa", afirmou.
A EDP transformou-se em um dos principais grupos de energia limpa da Europa, gerando cerca de 90% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis e detendo a EDP Renewables, a quarta maior produtora mundial de energia eólica.
O Conselho Geral e de Supervisão acompanhará a sucessão, com um processo de seleção formal apoiado por uma empresa internacional independente especializada em recrutamento de executivos, aberto a candidatos internos e externos antes da assembleia de acionistas de 2027.
As ações da EDP subiram mais de 20% neste ano e estão sendo negociadas perto da máxima das últimas 52 semanas.
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