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Taxas dos DIs caem em novo dia favorável para os ativos brasileiros

24 fev 2026 - 16h47
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As taxas dos DIs fecharam a terça-feira ‌em baixa, em uma sessão no geral favorável aos ativos brasileiros e de números positivos para a arrecadação federal, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries exibiam leves altas nesta tarde.

A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,505% neste fim de tarde, em baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,53% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do ⁠DI para janeiro de 2035 marcava 13,325%, com queda de 7 pontos-base ante 13,392%.

Dado da Receita Federal ‌mostraram que a arrecadação do governo federal teve alta real (descontada a inflação) de 3,56% em janeiro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$325,751 bilhões -- um recorde para meses de janeiro.

O resultado ‌foi impulsionado pela atividade econômica resiliente e por aumentos de ‌tributos.

De acordo com o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, o resultado veio dentro da expectativa. "Eu ⁠tinha R$322 bilhões (de projeção). A diferença é pequena para explicar alguma queda do DI", comentou.

Ainda assim, após os números de arrecadação as taxas dos DIs, que oscilavam perto da estabilidade, passaram a ceder, em movimento que se intensificou em paralelo ao avanço firme do Ibovespa e à queda do dólar ante o real.

Às 13h15, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 12,485%, ‌em queda de 5 pontos-base. Perto deste horário, o dólar também marcou a mínima do dia ante ‌o real, abaixo dos R$5,15, e ⁠o Ibovespa oscilava acima ⁠dos 191 mil pontos. Às 13h31, o DI para janeiro de 2025 marcou a mínima de 13,285%, em queda ⁠de 11 pontos-base.

Os investidores estrangeiros, em especial, fizeram novamente ‌o "pacote" visto nas últimas semanas no ‌Brasil, de compra de bolsa e venda de taxa longa de DI e de dólar, pontuou operador ouvido pela Reuters.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries exibiam altas leves, com investidores ainda ponderando os riscos da política tarifária dos EUA e à espera do discurso do Estado ⁠da União do presidente Donald Trump, às 23h pelo horário de Brasília.

Nesta terça-feira, os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela alfândega do país. Essa é a taxa inicialmente anunciada por Trump na última sexta-feira, e não os 15% que ele prometeu ‌no sábado.

A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado por Trump sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais ⁠negociados recentemente pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido.

Às 16h33, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 2 pontos-base, a 3,461%. O retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 1 ponto-base, a 4,033%.

Os títulos norte-americanos precificavam nesta tarde em 50,7% a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% em junho -- mês de reunião do Federal Reserve com apostas mais divididas no curto prazo --, contra 42,7% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch. No início do dia, os percentuais eram de 47,6% e 45,2%, respectivamente.

No Brasil, as opções de Copom precificavam na sexta-feira -- dado mais recente -- 80,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 14,42% de chance de redução de 25 pontos-base e 2,75% de possibilidade de manutenção em 15% ao ano.

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