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Dólar volta a cair em meio a fluxo estrangeiro para o Brasil

24 fev 2026 - 17h09
(atualizado às 17h21)
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O fluxo de investimentos estrangeiros ‌para o Brasil voltou a conduzir a queda do dólar nesta terça-feira, em uma sessão em que a moeda norte-americana também cedeu ante pares do real no exterior, como o peso chileno e o peso mexicano.

Notas de dólar 
09/04/2025
REUTERS/Willy Kurniawan
Notas de dólar 09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan
Foto: Reuters

Com o Ibovespa acima dos 191 mil pontos, o dólar à vista fechou em baixa de 0,27%, aos R$5,1556, o menor ⁠valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. No ‌ano, a moeda acumula agora queda de 6,07%.

Às 17h04, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,32% na B3, aos R$5,1630.

A moeda ‌norte-americana chegou a subir no início do dia, mas ‌a abertura da bolsa brasileira colocou as cotações em trajetória de queda, em ⁠meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.

"Tem muito capital estrangeiro entrando no Brasil, o que acaba favorecendo o real em relação ao dólar", comentou à tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

Após marcar a maior cotação da sessão de R$5,1859 (+0,32%) às 9h47 -- pouco antes da abertura da bolsa --, o dólar à vista ‌atingiu a mínima de R$5,1428 (-0,51%) às 13h12, quando o Ibovespa já havia superado os ‌191 mil pontos.

O recuo do ⁠dólar ante o real ⁠também ocorreu em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana ante outras divisas de ⁠emergentes, como o peso chileno, o peso ‌mexicano e o rand sul-africano. ‌O real e essas outras moedas estavam entre as mais valorizadas do dia neste fim de tarde.

No exterior, os investidores ainda ponderavam nesta terça-feira os riscos da política tarifária dos EUA, enquanto aguardavam o discurso do Estado da União ⁠do presidente Donald Trump, às 23h pelo horário de Brasília.

Os EUA passaram a aplicar nesta terça-feira uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela alfândega do país. Essa é a taxa inicialmente anunciada por Trump na última sexta-feira, e ‌não os 15% que ele prometeu no sábado.

A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado por Trump ⁠sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido.

Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,17%, a 97,855.

No início do dia, o Banco Central do Brasil informou que o déficit em transações correntes do país chegou a US$8,36 bilhões em janeiro, ante expectativa em pesquisa da Reuters de saldo negativo de US$6,4 bilhões. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$9,809 bilhões.

Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram em janeiro US$8,168 bilhões, acima dos US$7,0 bilhões projetados na pesquisa, mas não compensando totalmente o déficit em transações correntes no mês. Em janeiro de 2025, o saldo de IDP foi de US$6,708 bilhões.

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