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Tarifaço pode tirar R$ 25,8 bi do PIB brasileiro no curto prazo, estima a Fiemg

Para a Federação das Indústrias de Minas, mesmo com as exceções anunciadas pelo governo Trump, cerca de 147 mil empregos serão comprometidos

5 ago 2025 - 14h29
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BRASÍLIA - Em novo estudo divulgado nesta terça-feira, 5, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estimou que, mesmo com as exceções anunciadas pelo governo americano, as tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos afetam 55% das exportações do Brasil e podem comprometer mais de 147 mil empregos.

"Apesar da isenção concedida a 694 produtos - o que representa cerca de 45% do valor exportado pelo Brasil ao mercado norte-americano - os efeitos sobre a economia nacional ainda serão expressivos", diz a Fiemg.

A simulação feita pela federação mineira chegou à conclusão de que a imposição do tarifaço pode reduzir o PIB brasileiro em R$ 25,8 bilhões no curto prazo e em até R$ 110 bilhões no longo prazo. A perda de renda das famílias poderá alcançar R$ 2,74 bilhões em até dois anos.

Os setores industriais mais atingidos, segundo o estudo, serão a siderurgia, a fabricação de produtos de madeira, de calçados e de máquinas e equipamentos mecânicos.

Na agropecuária, destaca-se o impacto sobre a pecuária, especialmente a cadeia da carne bovina, que segue fora da lista de isenções tarifárias e representa parcela significativa da pauta exportadora nacional.

No caso específico de Minas Gerais, que é terceiro maior Estado exportador para os EUA, com US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, o Estado terá aproximadamente 37% de suas exportações isentas, com destaque para itens como ferro fundido e ferro-nióbio. Como 63% da pauta mineira permanece sujeita à tarifa, são atingidos produtos como café, carnes bovinas e tubos de aço.

No curto prazo, a economia mineira poderá ter uma perda de R$ 4,7 bilhões no PIB e redução de mais de 30 mil empregos em prazo de até dois anos. Em um horizonte mais longo, de 5 a 10 anos, os impactos podem ultrapassar R$ 15,8 bilhões no PIB estadual e eliminar mais de 172 mil postos de trabalho. Os efeitos recaem principalmente sobre os setores de siderurgia, pecuária, fabricação de produtos da madeira e calçados.

Diplomacia como solução

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, continuou defendendo a via diplomática como caminho mais eficaz para mitigar os impactos negativos da medida do governo dos EUA.

"A imposição dessas tarifas, ainda que parcialmente suavizada pelas isenções, foi unilateral e sem negociação com o governo brasileiro. É fundamental que o Brasil atue diplomaticamente para ampliar o número de produtos isentos, preservar sua competitividade no mercado internacional e proteger empregos e investimentos nacionais", destacou Roscoe.

Estadão
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