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Rio Tinto e Glencore abandonam negociações de fusão pela terceira vez

5 fev 2026 - 14h30
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A Rio Tinto encerrou nesta quinta-feira as negociações para uma aquisição da rival Glencore, afirmando que as duas empresas não conseguiram chegar a um acordo que entregasse valor suficiente aos acionistas.

A fusão ‌proposta, anunciada pela primeira vez em janeiro, teria criado a maior empresa de mineração do mundo, com um ‌valor de mercado superior a US$200 bilhões.

Esta é a segunda rodada de negociações fracassadas em pouco mais de um ano, após uma abordagem anterior da Glencore no final de 2024. As negociações no final do ano passado também foram iniciadas pela Glencore, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.

A Rio também ‍rejeitou uma proposta de fusão da Glencore em 2014, alegando que não era do interesse dos acionistas.

No entanto, a última rodada de discussões representou uma mudança em relação aos esforços anteriores. A fonte descreveu-a como "a primeira vez que houve um processo de due diligence realmente sério e rigoroso".

NÃO ‌SÓ COBRE

Embora o cobre, um metal da transição energética, fosse uma motivação ‌óbvia para o negócio, a Rio Tinto buscava adquirir a Glencore em sua totalidade, incluindo seus ativos de carvão e negócios de marketing.

"Concluímos que a aquisição proposta... não reflete nossa visão de longo prazo, através do ciclo de valor relativo, incluindo a avaliação inadequada de nossos negócios de cobre e seu importante pipeline de crescimento", afirmou a Glencore em comunicado.

A Glencore elogiou seus ativos de cobre em um evento para investidores em dezembro, quando afirmou que pretende atingir 1,6 milhão de toneladas até 2035 por meio de minas novas e reiniciadas e operações otimizadas, ante 852.000 toneladas no ano passado.

A demanda global por cobre deve aumentar 50% até 2040, beneficiando-se da transição energética e da demanda por inteligência artificial, e as mineradoras globais estão correndo para aumentar sua produção.

As empresas não revelaram os termos propostos e rejeitados.

As negociações agora abandonadas ecoam outros acordos ambiciosos de mineração que fracassaram, incluindo a oferta de US$ 49 bilhões da BHP pela Anglo American, que desmoronou devido a preocupações com a estrutura da oferta, mesmo com o setor pressionando por uma consolidação em meio à crescente demanda por metais.

O único acordo ‌ainda em andamento é um plano de fusão de US$ 53 bilhões, totalmente em ações e sem prêmio, entre a Anglo American, listada na bolsa de Londres, e a canadense Teck Resources, que criaria a quinta maior produtora de cobre do mundo.

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