Balança comercial: Brasil registra superávit de US$ 4,3 bi em janeiro, abaixo das projeções
Exportações aos EUA caíram 25,5%, pelo sexto mês seguido
BRASÍLIA - A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 4,343 bilhões em janeiro de 2026, após saldo positivo de US$ 9,633 bilhões em dezembro de 2025.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta quinta-feira, 5, o valor foi alcançado com exportações de US$ 25,153 bilhões e importações de US$ 20,81 bilhões.
O resultado do último mês veio abaixo da mediana apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 4,8 bilhões em janeiro. As projeções para esta leitura variavam de US$ 3,46 bilhões a US$ 6,10 bilhões.
Em janeiro, as exportações registraram queda de 1,0% na comparação com janeiro de 2025, com crescimento de 2,1% em Agropecuária, que somou US$ 3,872 bilhões; queda de 3,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,072 bilhões; e, por fim, queda de 0,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 14,082 bilhões.
As importações também caíram, 9,8% na comparação mesmo mês do ano passado, com queda de 28,7% em Agropecuária, que somou US$ 439 milhões; queda de 30,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 770 milhões; e, por fim, queda de 8,02% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 19,446 bilhões.
EUA
As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 25,5% em janeiro de 2026 (totalizando US$ 2,40 bilhões no mês passado, ante US$ 3,22 bilhões em janeiro de 2025).
As importações diminuíram 10,9% e chegaram a US$ 3,07 bilhões (foram US$ 3,44 no mesmo mês de 2025). Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num déficit de US$ 670 milhões.
Esta é a sexta queda consecutiva nas vendas aos EUA, após a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, em meados de 2025.
No fim do ano passado, alguns produtos brasileiros foram retirados das tarifas, mas o MDIC calcula que 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas às tarifas estabelecidas em julho, incluindo nesse grupo tanto os produtos que pagam apenas a alíquota extra de 40%, quanto os que pagam os 40% mais a taxa-base de 10%.
Já as exportações de produtos brasileiros para a China cresceram 17,4% em janeiro de 2026 (somando US$ 6,47 bilhões no mês, ante US$ 5,51 bilhões em janeiro de 2025).
Pelo lado das importações, houve diminuição de 4,9% nas compras vindas da China em janeiro (totalizando US$ 5,75 bilhões, ante US$ 6,05 em igual mês do ano passado). Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 720 milhões com a China no primeiro mês deste ano.