Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Reag Investimentos vende gestora Empírica e negocia empresa de serviços financeiros Cibrasf

Envolvida na Operação Carbono Oculto, que mostrou vínculo do PCC com a Faria Lima, Reag acelera negociação de ativos

10 set 2025 - 09h39
(atualizado às 14h35)
Compartilhar
Exibir comentários

A Reag Investimentos tem avançado na venda de ativos, após ter se tornado uma das principais acusadas de abrigar fundos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na Operação Carbono Oculto.

Na noite de terça-feira, 9, a Reag informou ter assinado um memorando de entendimentos (MoU) para a venda da Empirica Holding (uma gestora de crédito que havia comprado em 2024), detidas pela companhia e pela Reag Partners, à Smart Hub Participações.

Na manhã desta quarta-feira, 10, a Reag Capital Holding disse ter assinado acordo de exclusividade para a venda da Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (Ciabrasf) com a B100, empresa dona da corretora Planner. A Cibrasf cuida de mais de 700 fundos e oferece serviços como administração e custódia de ativos, escrituração, securitização, operações de agente fiduciário e distribuição de produtos financeiros.

No domingo, 7, foi divulgado que o fundador da Reag, João Carlos Mansur, havia vendido sua participação para sócios e saído da gestora.

Na venda da Empírica, a Smart Hub pagará R$ 25 milhões, em seis parcelas. Além disso, assumirá dívidas da Reag Asset Management quando comprou a empresa, estimadas entre R$ 36 milhões e R$ 50 milhões. As seis parcelas semestrais corresponderão, respectivamente, a 10%, 10%, 15%, 15%, 25% e 25% do preço.

A Reag disse ainda, em comunicado, que o valor da dívida assumida não pode ser precisado neste momento, pois se trata de um porcentual das receitas líquidas a ser apurado em exercícios futuros (anos encerrados em 31 de maio de 2026, 2027 e 2028).

A consumação da operação está condicionada ao cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de transação, incluindo, entre outras, a obtenção das aprovações regulatórias cabíveis - inclusive junto à autoridade antitruste -, o resultado satisfatório da due diligence a ser conduzida pela Compradora e a negociação e assinatura dos documentos definitivos.

Já na venda da Cibrasf, o próprio empresário João Carlos Mansur conversou com potenciais interessados e procurou a Planner, de acordo com pessoas próximas à negociação. A B100 tem 60 dias para fazer as diligências, mas de acordo com essas pessoas, existe a possibilidade de um acordo final ser assinado antes, considerando que a Ciabrasf é listada no Novo Mercado da B3 e já tem uma série de documentos abertos.

A venda envolve o pagamento futuro pela B100 à Reag à medida que metas forem sendo cumpridas. Com mais de R$ 340 bilhões em fundos administrados, a Ciabrasf é a maior provedora independente de soluções fiduciárias do Brasil, descontando as estrangeiras e as ligadas a grandes bancos. Devem ser adquiridos cerca de 97% das ações da companhia que estão com a Reag.

Caso a transação se confirme, os atuais controladores da Ciabrasf deixam a companhia. A equipe da administradora deve ser mantido. A Ciabrasf também deve continuar listada na B3, de acordo com fontes. No futuro, ela pode funcionar como um veículo para a listagem da própria B100.

A Ciabrasf passou a ser listada na B3 em março, dois meses depois de a Reag Capital Holding também se listar, por meio de um "Ipo reverso" - quando uma empresa, ao invés de fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para entrar na bolsa, faz a aquisição de uma companhia já listada. Neste caso, o grupo comprou a GetNinjas, que fez seu IPO em 2021.

Após a aquisição da GetNinjas, e aprovações de acionistas, a empresa foi cindida em duas, e uma delas virou a Reag Trust, rebatizada como Ciabrasf, e a outra a Revee, focada em soluções de infraestrutura para o setor de entretenimento, que estreou na B3 em maio. A Revee não entrou no negócio com a B100.

Para a B100, a transação amplia os negócios do grupo, que incluem, além da Planner, outras empresas, como a Planner Securities, uma corretora norte-americana que atua em Nova York e Miami, a gestora de recursos Reedwood, uma empresa do setor imobiliário, a Vorare Real Estate e a Bem Fácil Digital, uma sub-adquirente (que opera com maquininhas de cartão).

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade