Quem é Kevin Warsh, escolhido por Trump como próximo presidente do Fed
Novo presidente do banco central americano deve assumir em maio, quando termina o mandato de Jerome Powell; nomeado precisa ser aprovado pelo Senado americano antes de assumir o cargo
RIO - O presidente americano Donald Trump anunciou que vai nomear o ex-diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Kevin Warsh como o próximo presidente da instituição.
Warsh, de 55 anos, já fez parte do Conselho de diretores do Fed entre 2006 e 2011. O Conselho é o principal órgão da autoridade monetária dos Estados Unidos e todos os seus integrantes participam do Fomc, o comitê que define as taxas de juros no país.
Ele se formou em políticas públicas na Universidade de Stanford e em direito na Universidade de Harvard, além de ter feito cursos sobre o mercado financeiro e mercado da dívida no MIT. Warsh trabalhou para o Morgan Stanley, um dos principais bancos dos Estados Unidos, entre 1995 e 2002.
Na casa de apostasKalshi, o banqueiro e financistaKevin Warshaparece como favorito, com 94% de apostas indicando a sua nomeação. O número disparou nas últimas horas, quando ele se distanciou de outros nomes também cotados.
Antes do anúncio, o banqueiro e financista já despontava como favorito. Na casa de apostas Kalshi, 94% das apostas já indicavam a sua nomeação, conforme matéria publicada pelo Estadão. A previsão veio a se confirmar com a escolha de Trump. O nomeado precisa agora ser aprovado pelo Senado americano antes de assumir o cargo.
Ex-assessor de George W. Bush
Warsh foi assessor econômico de George W. Bush entre 2002 e 2006, saindo para integrar o Fed. Uma vez na autoridade monetária, auxiliou no resgate financeiro de bancos após a crise financeira de 2008. Posteriormente, ele participou da equipe de transição de Donald Trump no primeiro mandato.
Ele iniciou sua carreira em 1995 no Morgan Stanley, onde trabalhou como banqueiro de fusões e aquisições. Ele entrou para o governo de George W. Bush em 2002 como consultor econômico e, quatro anos depois, foi nomeado para o Fed. Lá, atuou como contato entre o Banco Central e Wall Street durante a crise financeira de 2008, antes de deixar o cargo em 2011.
Warsh investiu em startups de criptomoedas e tem um perfil avaliado como "conservador" em finanças, com críticas ao aumento da dívida do governo federal americano. Ele é casado com Jane Lauder, filha de Ron Lauder, que supostamente teria despertado a vontade de Trump de obter controle sobre a Groenlândia. O banqueiro também é registrado como eleitor do Partido Republicano.