Privatização da BR Distribuidora é questionada na Justiça
Briga entre o Grupo Forte e a empresa foi motivada pela rescisão de contratos há quase 20 anos
A privatização da BR Distribuidora já provoca contestação. O Grupo Forte, que atua no segmento de revenda de combustíveis em São Paulo, entrou com um cumprimento provisório de sentença contra a BR no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na tentativa de acelerar um processo do ano 2000, no qual cobra R$ 10 bilhões da distribuidora.
Novas notificações serão encaminhadas no dia em que acontecerá a assembleia de acionistas, esperada para o próximo dia 31. Além disso, recorreu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com o argumento de que a Petrobrás escondeu a dívida dos potenciais investidores na BR.
A briga entre o Grupo Forte e a BR foi motivada pela rescisão de contratos há quase 20 anos. Agora, a empresa acusa a distribuidora de mentir sobre o tamanho da dívida acumulada em duas décadas a potenciais interessados na operação de venda de ações que culminou na privatização da BR nesta semana.
"As provisões constantes do respectivo "prospecto de oferta" então disponibilizado continham omissão, pois estimou que a ação judicial do Grupo Forte teria impacto de R$ 260 milhões, em absoluta desconformidade com a realidade da condenação vigente", informou por meio de sua assessoria de imprensa.
Além de ter recorrido à Justiça em 2000 e de ter questionado as informações divulgadas ao mercado ainda na primeira oferta de ações da BR, em 2017, o Grupo Forte agora foca nos acionistas da BR para pressionar pelo pagamento da dívida. A empresa vai entrar com novas notificações no Rio de Janeiro e São Paulo, questionando mais uma vez a veracidade das informações do prospecto de privatização da BR.
Procurados na tarde desta quinta-feira, 25, via assessoria de imprensa, Petrobrás e BR ainda não se manifestaram.