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Acordo UE-Mercosul reduz tarifas; chocolate, queijo e outros produtos podem ficar mais baratos

Dados do governo combinados com estudo da Confederação Nacional da Indústria mostram alguns dos principais produtos que podem ficar mais baratos após a assinatura do acordo entre os blocos econômicos

10 jan 2026 - 16h00
(atualizado às 16h10)
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BRASÍLIA - A aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, cuja assinatura e ratificação estão previstas para ocorrer no dia 17 de janeiro, no Paraguai, deve baratear, ao longo dos próximos anos, produtos vindos da Europa para o Brasil.

O Estadão cruzou o cronograma de redução tarifária divulgado pelo governo brasileiro com um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta os principais produtos que tendem a ficar mais baratos para o consumidor final.

Os dados mostram, por exemplo, que o chocolate e os confeitos, cuja alíquota de importação atual oscila entre 18% e 20%, devem ter as tarifas zeradas a longo prazo. Como a redução das taxas é gradual, o impacto do fim das cobranças no bolso do consumidor só será sentido futuramente.

Já em relação aos queijos produzidos na Europa, a tarifa chegará a zero no décimo ano de vigência do acordo. O prazo de uma década foi adotado para a maioria dos produtos. Como mostrou o Estadão, os vinhos europeus, atualmente com alíquotas entre 20 e 27%, também terão as tarifas zeradas.

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo foi aprovado na última sexta-feira, 9, em uma reunião de embaixadores em Bruxelas. Os 27 Estados-membros da União Europeia alcançaram uma maioria qualificada, apesar da oposição anunciada por países como França, Polônia e Irlanda.

Com esse resultado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá voar para o Paraguai e assinar o acordo na próxima semana, com o Mercosul. O acordo prevê eliminação dos impostos de importação do Mercosul sobre itens europeus num prazo que vai de 4 a 15 anos, dependendo da mercadoria. Do total importado pelo Brasil, 91% dos bens e 85% do valor terão as alíquotas reduzidas a zero.

Do lado europeu, as tarifas levarão de 4 a 12 anos para serem eliminadas. Das importações feitas do Brasil pelos países do bloco, 95% dos bens e 92% do valor passará a ter tarifa zero.

Veja alguns exemplos de produtos que vão ficar mais baratos nos próximos anos

  • Chocolate

tarifa atual: entre 18% e 20%

chegará a zero entre 10 e 15 anos

  • Azeite de oliva

tarifa atual: 10%

chegará a zero em 10 anos

  • Queijo

tarifa atual: entre 16% e 28%

chegará a zero em 10 anos

  • Fórmula infantil

tarifa atual: entre 16% e 18%

chegará a zero em 10 anos

  • Tomate

tarifa atual: 14%

chegará a zero em 10 anos

  • Leite em pó

tarifa atual: 18%

chegará a zero em 10 anos

  • Vinho e champanhe

tarifa atual: 20% e 27%

chegará a zero em 10 anos

Estadão
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