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Prejuízo da Biosev aumenta 8,4% na safra 2018/19 até dezembro

12 fev 2019
19h48
atualizado às 20h00
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A Biosev, a fabricante brasileira de açúcar e etanol controlada pelo negociante de commodities Louis Dreyfus, relatou nesta terça-feira que sua perda na safra de 2018/19 até dezembro aumentou 8,4 por cento em relação ao mesmo período do ciclo anterior, para 892,6 milhões de reais.

Usina de processamento de cana-de-açúcar
18/09/2014
REUTERS/Paulo Whitaker
Usina de processamento de cana-de-açúcar 18/09/2014 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

A Biosev informou ainda nesta terça-feira uma perda de 230 milhões de reais no terceiro trimestre do ano-safra encerrado em dezembro, principalmente devido à desvalorização da moeda brasileira. A perda foi 17 por cento menor ante o mesmo período do ano anterior.

Quase 90 por cento dos 5,94 bilhões de reais em dívida da Biosev são denominados em dólar. A companhia disse que as flutuações cambiais têm um efeito não caixa, já que a maior parte da dívida vence entre 2021 e 2023, quando a companhia planeja ter dinheiro suficiente para pagar.

Juan José Blanchard, presidente-executivo da Biosev, disse à Reuters em uma breve entrevista para comentar os resultados que o desempenho da companhia no trimestre foi positivo, considerando o cenário desafiador de menor moagem de cana após uma seca e baixos preços globais do açúcar.

"Conseguimos cortar custos operacionais e de produção, buscando melhorar a geração de caixa, mesmo nessa situação difícil", afirmou, citando uma melhora de 2,5 pontos percentuais na margem Ebitda e uma redução de 30 por cento nas despesas gerais.

VENDA DE ATIVOS

A Biosev vendeu duas usinas na região Nordeste do Brasil no ano passado, em um movimento para otimizar as operações e cortar despesas.

Blanchard disse que não há negociações atualmente para mais desinvestimentos e vendas de ativos, negando uma reportagem recente na mídia brasileira de que a Biosev estava conversando com a Cargill para uma possível parceria.

O CEO disse que espera uma melhora no mercado de açúcar no segundo semestre de 2019, já que o balanço global passa de superávit para déficit.

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