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Petróleo fecha em queda com dólar e incerteza sobre cortes na produção mundial

11 abr 2019
16h44
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, 11, pressionados pelo câmbio, por um ajuste nos preços após os preços do óleo atingirem o maior nível em cinco meses e também por receios de que a Rússia não cumpra o compromisso de seguir cortando sua produção.

O petróleo WTI para maio fechou em baixa de 1,59%, a US$ 63,58 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho teve perda de 1,25%, a US$ 70,83, na ICE.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou, na quarta-feira, que seus membros continuaram a cortar sua produção do óleo em março, em 550 mil barris por dia (bpd), ritmo mais acentuado que no mês anterior.

Apesar da notícia teoricamente ser boa para os preços do petróleo, a Arábia Saudita respondeu, sozinha, por mais de 70% da redução.

"Os cortes de produção foram distribuídos de forma desigual, com a Rússia, por exemplo, avançando muito pouco em direção à meta de corte dos membros da Opep", diz o gerente de carteira do DWS Enchanced, Darwei Kung. Para ele, essa incerteza sobre o "comprometimento" de alguns países em reduzir a produção responde pela queda nos preços do petróleo nesta quinta.

Nesta quinta, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que, segundo seu levantamento, a produção de global de petróleo recuou em março, graças a Venezuela e Arábia Saudita. Além disso, a entidade reiterou sua projeção para avanço da demanda global pelo óleo em 2019, em 1,4 milhão de barris por dia. Os contratos do petróleo reduziram perdas após o relatório da AIE, mas mantiveram-se em baixa.

No câmbio, o dólar mostrou força, refletindo dados positivos de inflação ao produtor e pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

Perto do horário de fechamento do WTI, o índice DXY, que mede o dólar em relação a outras seis moedas fortes, subia 0,22%, a 97,160 pontos. O dólar valorizado faz com que o petróleo fique mais caro para investidores que operam em outras divisas, influenciando negativamente a demanda.

Estadão
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