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Petróleo fecha em baixa, com indicações de que Irã evita intensificar guerra com Israel

Início do conflito em região produtora, na sexta-feira, 13, havia pressionado os preços, mas houve um recuo; preocupação de economistas é com efeitos na inflação se combustível subir muito

16 jun 2025 - 16h43
(atualizado às 18h40)
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira, 16, observando as perspectivas para os próximos passos no conflito entre Israel e Irã.

A escalada nas tensões nos últimos dias havia dado impulso às cotações do barril, com analistas acreditando que a marca dos US$ 100 poderia ser ultrapassada.

Na sexta, o petróleo subiu 7%. Mas um fator inverteu essa trajetória de alta nesta segunda: houve sinalizações de que Teerã não tem a intenção de ampliar o conflito.

Em Nova York, o contrato do petróleo WTI, referência nos EUA, para julho fechou em baixa de US$ 1,67 (US$ 1,22), a US$ 71,77 o barril.

O petróleo Brent, padrão internacional, encerrou o dia com queda de 1,35% (US$ 1,00), a US$ 73,23 barril.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou hoje que o país não busca intensificar o conflito em andamento com Israel, mas prometeu responder a qualquer "agressão" dos israelenses.

Pezeshkian repetiu que os iranianos não foram responsáveis pelo início das hostilidades. "Mas responderemos aos crimes sionistas com autoridade e, em qualquer nível que atacarem, receberão uma resposta do mesmo nível", escreveu.

Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que o Irã "não quer sentar à mesa de negociações. Eles querem explodir a mesa", ao rejeitar a possibilidade de diálogo com Teerã, em entrevista à ABC News.

"Eles querem continuar com essas falsas conversas, nas quais mentem, trapaceiam e enganam os EUA. Temos informações muito sólidas sobre isso", declarou.

A consultoria internacional Capital Economics avalia que não houve mais aumentos do preço do petróleo hoje porque não se esperam danos significativos à produção de energia ou à infraestrutura de transporte, apesar de ataques a refinarias no Irã.

"Em última análise, esse é o principal canal pelo qual o conflito pode ter um impacto significativo na economia global", afirma a consultoria.

"Indiscutivelmente, a escala da campanha de Israel e a retórica em torno dela sugerem que a situação atual é mais grave do que episódios anteriores", avalia a consultoria.

O receio principal na economia são os efeitos sobre a inflação, já que o preço do combustível influencia toda a cadeia produtiva. A situação no Oriente Médio pode fazer com que a Petrobras tenha que realizar reajustes nos preços dos combustíveis.

Estadão
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