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Petrobras reduz gasolina em 3,8%, maior queda desde o início de julho

16 nov 2017 - 13h42
(atualizado às 19h39)
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A Petrobras reduzirá em 3,8 por cento os preços da gasolina a partir de sexta-feira nas refinarias, na maior queda em um único dia desde o início de julho, quando a empresa começou a ajustar os valores dos produtos vendidos às distribuidoras quase que diariamente.

Tanques da Petrobras são vistos em Brasília 
31/08/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Tanques da Petrobras são vistos em Brasília 31/08/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O diesel, por sua vez, será reduzido em 1,3 por cento, segundo informou a petroleira nesta quinta-feira.

A redução no preço da Petrobras ocorre após um recuo expressivo nas cotações internacionais, um dos itens que a empresa utiliza para reajustar seus preços mais frequentemente.

Nos últimos dez dias, os contratos futuros da gasolina nos EUA caíram cerca de 6 por cento.

"Os combustíveis derivados de petróleo são commodities e, portanto, tem seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente. É natural, portanto, que os preços no Brasil também apresentem variações frequentes", disse a empresa em nota à Reuters.

A queda do valor da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras acontece após o preço médio do combustível nos postos do Brasil atingir níveis recordes, colaborando para pressionar a inflação.

Na semana passada, o combustível atingiu uma máxima nominal, sendo vendido a 3,938 reais por litro, segundo pesquisa da reguladora ANP.

A alta deste ano teve influência principalmente de um aumento na carga tributária.

A Petrobras tem destacado, no entanto, que as revisões feitas em seus preços podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, "uma vez que a decisão de repassar o reajuste cabe às distribuidoras e aos proprietários dos postos de combustível".

Além disso, outros agentes atuam na comercialização de derivados para as distribuidoras no Brasil, praticando assim sua própria política de preços.

Desde que a Petrobras começou a reajustar os preços mais frequentemente, seguindo uma lógica de mercado, tem havido um aumento da concorrência no setor, com empresas importando combustíveis para suprir o mercado.

O ajuste anunciado pela empresa nesta quinta-feira poderá acelerar a necessidade de uma reunião do Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras --que atua quando há necessidade de reajustar os combustíveis em mais de 7 por cento para cima ou para baixo em um único mês--, caso o combustível permaneça em queda.

A última vez que o Gemp se reuniu foi no início da semana passada.

Uma queda diária de 3,8 por cento no preço da gasolina vendida pela Petrobras havia ocorrido anteriormente em 7 de setembro, após uma alta forte decorrente do impacto da passagem da tempestade Harvey pelos Estados Unidos, que reduziu temporariamente a capacidade de refino do país.

Antes disso, a Petrobras havia anunciado redução do preço da gasolina nas refinarias em 5,9 por cento e em 4,8 por cento o do diesel, em 1º de julho, no último reajuste antes da mudança na política que passou a prever reajustes quase que diários nos combustíveis, com a empresa tentando se defender de concorrentes que realizam grandes importações.

Apesar da mudança relativamente recente da política, executivos da Petrobras admitiram nesta semana dificuldades de calibrar os preços de seus derivados para evitar perda de mercado de combustíveis no Brasil.

O volume de derivados de petróleo vendido pela Petrobras no mercado interno somou 1,886 milhão de barris ao dia no terceiro trimestre, queda de 5,2 por cento na comparação com a média do mesmo período do ano passado, com a empresa enfrentando a concorrência do produto importado pelos concorrentes.

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