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Petrobras pode retomar produção na Bolívia e ajudar a reestruturar YPFB, diz ministro boliviano

9 jul 2026 - 14h33
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A Bolívia iniciará na próxima ‌semana negociações técnicas com a Petrobras sobre seu possível retorno à exploração e produção no país, enquanto a empresa também se mostra disposta a ajudar na reestruturação da empresa estatal de energia YPFB, afirmou nesta quinta-feira o ministro da Energia, Marcelo Blanco.

O governo do presidente Rodrigo Paz busca ⁠reabrir a Bolívia aos investimentos no setor energético e reativar o comércio ‌com parceiros-chave, como o Brasil, após anos de queda na produção de gás que contribuíram para esgotar as reservas de moeda forte e ‌transformar um antigo exportador de energia em ‌um país afetado por recorrentes escassezes de combustível.

"O objetivo é que ⁠eles voltem a produzir, operem aqui na Bolívia, explorem e tenham uma parceria estratégica", disse Blanco a repórteres, acrescentando que a Petrobras estava disposta a apoiar a reestruturação da YPFB com sua experiência anterior em gestão de crises.

Blanco disse que as duas partes concordaram, após uma reunião na ‌quarta-feira, em criar grupos de trabalho técnicos a partir da próxima semana ‌para avaliar a participação ⁠renovada da Petrobras ⁠em todo o setor.

Ele não forneceu valores de investimento nem um cronograma.

"Não vou dar ⁠números. Não serei irresponsável. Nunca dou ‌valores nem datas exatas", ‌disse Blanco, acrescentando que a Bolívia também busca trabalhar com outros investidores interessados no país.

O presidente da YPFB, Sebastián Daroca, também disse que uma empresa deve apresentar, na próxima semana, seu relatório final sobre ⁠as reservas de petróleo e gás da Bolívia até o final do ano passado.

Ele disse que o governo planeja usar os números para discutir como poderia aumentar a produção nos próximos anos.

O relatório está sendo acompanhado de perto por analistas ‌e grupos do setor, pois a Bolívia vem enfrentando críticas de longa data devido a atrasos na publicação de dados atualizados sobre as reservas, ⁠o que gera incerteza quanto ao tamanho dos recursos remanescentes de petróleo e gás do país.

A Petrobras suspendeu seus investimentos na Bolívia depois que o ex-presidente Evo Morales nacionalizou o setor em 2006. Ainda assim, a empresa brasileira não esteve completamente ausente do setor de gás boliviano, pois foi autorizada a importar gás natural boliviano para o Brasil por meio de pontos de passagem de fronteira entre os dois países.

Em março, Paz afirmou que a Bolívia desejava retomar seu relacionamento com a Petrobras sob novas e mais claras regulamentações energéticas, destinadas a atrair capital estrangeiro de volta ao país após mais de uma década de declínio na produção de gás.

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