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Petrobras anuncia medidas para reduzir impacto do aumento de 54,8% no preço do querosene da aviação

A proposta vai permitir que as empresas paguem em abril um aumento de 18%, porcentual menor do que o reajuste de 54,8% previsto em contrato; diferença poderá ser parcelada

1 abr 2026 - 14h42
(atualizado às 15h15)
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RIO E SÃO PAULO - A Petrobras informou nesta quarta-feira, 1º, que vai oferecer um termo de adesão para as distribuidoras com o objetivo de reduzir os efeitos do reajuste no preço do querosene de aviação (QAV). A proposta vai permitir que as empresas paguem em abril um aumento de 18%, porcentual menor do que o reajuste de 54,8% previsto em contrato.

A diferença ainda poderá ser parcelada em seis vezes, com primeira parcela a partir de julho de 2026. As condições ainda serão calculadas, explica a estatal por meio de nota.

Após as altas recentes do QAV, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas (leia mais abaixo). O reajuste de 54,8%, confirmado nesta quarta-feira, soma-se ao de 9,4% em vigor desde 1º de março.

O termo vai ser disponibilizado ao mercado até segunda-feira, 6, segundo a estatal
O termo vai ser disponibilizado ao mercado até segunda-feira, 6, segundo a estatal
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Conforme a Petrobras, a iniciativa anunciada após o aumento deste 1º de abril "visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado".

O termo vai ser disponibilizado ao mercado até segunda-feira, 6, segundo a estatal.

A Petrobras afirma que a medida "contribui com a saúde financeira dos clientes da companhia ao mesmo tempo que preserva a neutralidade financeira para a Petrobras".

A empresa reforçou, ainda, a mensagem que "segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, sem repassar volatilidade de curto prazo aos preços nacionais".

O que o setor das companhias aéreas diz

"A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do País e a democratização do transporte aéreo", afirma a Abear, por meio de nota.

A associação diz ainda que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas.

"Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações", finaliza.

Mais cedo, o presidente da associação, Juliano Noman, afirmou que as medidas do governo federal para tentar mitigar o impacto da alta do preço do petróleo no QAV precisam ser "urgentes" para que o setor não tenha de adotar ações de replanejamento.

Estadão
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