Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

País pode fixar 54 mi de toneladas de CO2 no solo

Plantio direto reduz emissão de gases de efeito estufa, mas só é usado em 25 milhões do 61 milhões de hectares plantados

30 jul 2009 - 15h47
(atualizado às 16h32)
Compartilhar

O País tem cerca de 61 milhões de hectares plantados, dos quais 25 milhões adotam o chamado plantio direto. Embora todas as vantagens apontadas pelos especialistas, essa prática ainda é ignorada em 60% das áreas rurais. A pesquisadora Embrapa Agrobiologia Claudia Jantalia desenvolveu, em trabalho conjunto, um estudo mostrando que o plantio direto reduz a perda de solo por erosão em 70% e a de água, em 20%. Mais: o plantio direto com rotação de culturas apropriada resulta, em média, na retirada da atmosfera de 1.500 kg de dióxido de carbono (CO2) por ano para cada hectare cultivado.

Numa conta simplificada, a adoção dessa forma de produção nos 36 milhões de hectares que ainda não a utilizam evitaria a emissão de 54 milhões de toneladas de CO2 por ano. Esse volume corresponde a 3,4 vezes as emissões de gases de efeito estufa na maior cidade do País, São Paulo, por onde estão registrados mais de 6 milhões de veículos.

O estudo de Cláudia, em parceria com Segundo Urquiaga, Bruno José Rodrigues Alves e Robert Michael Boddey, colegas na Embrapa Agrobiologia, em Seropédica, no Rio de Janeiro, informa, citando diversas fontes, que, além da retenção do gás carbônico no solo, o plantio direto reduz o uso de óleo diesel, devido à eliminação da mecanização no preparo da terra, em 50% a 70%. Cada litro de óleo diesel não queimado deixa de emitir 2,6 kg de CO2 na atmosfera.

"Quando se fala em efeito estufa, não se pode pensar apenas em CO2, pois o óxido nitroso (N2O) também pode ser produzido pela atividade agrícola. A produção de N2O ocorre de modo significativo, sempre que a umidade do solo atinge níveis elevados e as concentrações de nitrato e amônio no solo são altas. Assim a adição de fertilizantes nitrogenados e resíduos ricos em N aumentam as emissões de N2O", informa Cláudia.

"O organismo das Nações Unidas envolvido com a questão do efeito estufa do planeta, assume que 1% da quantidade total de N que é adicionada ao solo por fertilizantes e resíduos orgânicos, entre eles os de colheita, é emitido na forma de N2O, e cada molécula de N2O emitida equivale a 310 moléculas de CO2. Além disso, cada kg de N na forma de fertilizante usado na lavoura equivale a 4,5 kg de CO2 para a atmosfera, considerando-se a demanda de energia fóssil para fabricação do fertilizante e aplicação na lavoura."

Para a cultura do milho, por exemplo, diz o estudo, aplicam-se, em média 100 kg de N fertilizante por hectare, em sistemas de alta produtividade. Essa dose de N significaria uma emissão de 940 kg de CO2 para a atmosfera. Quando se utiliza a leguminosa para adubação verde, além da maior acumulação de carbono no solo, observa-se um melhor desempenho de culturas como a do milho, plantada após o adubo verde, sugerindo a possibilidade de redução, ou mesmo eliminação do uso de fertilizantes nitrogenados, ou redução das emissões associadas a energia fóssil de fabricação e transporte do fertilizante, completa.

Fonte: DiárioNet DiárioNet
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra