Ouro e prata ampliam perdas após aumento da margem da CME estimular vendas
Os preços do ouro e da prata caíram nesta segunda-feira depois que o aumento dos requisitos de margem da CME ampliou a pressão de venda após liquidação na semana passada, desencadeada pela nomeação de Kevin Warsh como o próximo chair do Federal Reserve.
O ouro à vista caía 3,2%, para US$4.708,19 por onça, recuperando-se de uma queda de quase 10% mais cedo na sessão. O ouro perdeu mais de 9,8% em 30 de janeiro, maior queda em um único dia desde 1983.
O ouro perdeu cerca de US$900 desde que atingiu a máxima histórica de US$5.594,82 em 29 de janeiro, apagando a maior parte dos ganhos deste ano.
Os futuros do ouro nos EUA para entrega em abril recuavam 0,3%, para US$4.730,40 a onça.
A prata à vista perdia 3,4%, para US$81,65, depois de chegar a cair 15% nesta segunda-feira. Ela perdeu cerca de 33% desde que atingiu o pico histórico de US$121,64 na semana passada.
A CME anunciou aumentos nas margens de seus futuros de metais preciosos em 30 de janeiro e disse que as mudanças entrariam em vigor após o fechamento do mercado nesta segunda-feira.
"O aumento nos requisitos de margem torna menos atraente manter posições especulativas agora, e isso também pressionará muito o lado varejista do mercado, que não tem liquidez extra para vender posições", disse Zain Vawda, analista da MarketPulse by OANDA.
O índice do dólar subiu na semana passada, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, nomeou Warsh, ex-diretor do Federal Reserve, como seu candidato ao comando do Fed, tornando o ouro cotado em dólares mais caro para os compradores no exterior.
Embora os investidores esperem que Warsh defenda cortes nos juros, eles antecipam que ele irá apertar o balanço do Fed, uma medida que normalmente sustenta o dólar.