Novos ataques no Estreito de Ormuz impulsionam preços do petróleo
Navios saudita e catari foram atingidos próximo à costa de Omã
Segundo a Reuters, um petroleiro de bandeira saudita e um navio de GNL do Catar foram atingidos próximo à costa de Omã, após relatos de que a Guarda Revolucionária do Irã lançou mísseis contra embarcações que cruzavam o estreito durante a madrugada.
Os mercados globais operam sem direção única nesta terça-feira (7), com os investidores voltando a monitorar a escalada das tensões no Oriente Médio após novos ataques a embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz. O episódio impulsiona o petróleo, sustenta as ações de petrolíferas na Europa e mantém o mercado atento aos riscos para a principal rota marítima de exportação da commodity, enquanto as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã seguem no radar.
Segundo a Reuters, um petroleiro de bandeira saudita e um navio de GNL do Catar foram atingidos próximo à costa de Omã, após relatos de que a Guarda Revolucionária do Irã lançou mísseis contra embarcações que cruzavam o estreito durante a madrugada. O mercado avalia que os ataques reforçam a fragilidade do acordo de paz provisório entre EUA e Irã e elevam o prêmio de risco do petróleo. Com isso, o Brent para setembro sobe 0,83%, para US$ 72,59 o barril, enquanto o WTI para agosto avança 0,79%, a US$ 69,01.
Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, puxadas para baixo por Seul. Os mercados da China e de Hong Kong foram pressionados pelo setor imobiliário, enquanto investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) e novos indicadores econômicos.
Em Nova York, os índices futuros oscilam sem direção única, em meio à volatilidade das ações de tecnologia. O movimento acompanha a repercussão dos resultados da Samsung, que, apesar de registrar lucro recorde, ficaram abaixo das expectativas mais elevadas do mercado e pressionam o sentimento em relação ao setor.
No Brasil, o foco permanece na política fiscal após a repercussão da liberação de R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares pelo governo federal antes do início do período de restrições eleitorais. O montante é o maior já desembolsado em um intervalo pré-eleitoral, supera todo o volume liberado em 2022 e também os R$ 19,65 bilhões destinados ao Novo PAC no mesmo período, correspondendo a cerca de um quarto das despesas discricionárias da União.
Segundo a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, os repasses seguem a legislação, as determinações do STF e a disponibilidade orçamentária. Desde 4 de julho está em vigor o defeso eleitoral, período em que novas transferências voluntárias da União ficam restritas, com exceção de obras em andamento e ações voltadas a situações de calamidade pública.
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