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Opositores à greve fazem campanha por demissão de grevistas

Parlamentares da oposição compartilham imagens das paralisações nas capitais brasileiras e convidam a população a participar da greve

14 jun 2019
10h46
atualizado às 11h08
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A greve geral convocada por centrais sindicais e partidos de oposição ao governo contra a reforma da Previdência é o assunto mais comentado do Twitter no Brasil na manhã desta sexta-feira, 14. Os internautas que se opõe à greve dominam o debate até agora, com a hashtag "Dia 14 Brasil Trabalha" em primeiro lugar, com a #GreveGeral em segundo. Há ainda uma terceira hashtag, #DemitaUmGrevista, que sugere que as empresas "troquem um grevista por um desempregado".

Manifestantes realizam protesto na Avenida Francisco Bicalho, nas imediações da Rodoviária Novo Rio, Zona Portuária do Rio de Janeiro
Manifestantes realizam protesto na Avenida Francisco Bicalho, nas imediações da Rodoviária Novo Rio, Zona Portuária do Rio de Janeiro
Foto: Bárbara Dias/AM Press & Images / Estadão

Os internautas que se colocam contrários à greve postam fotos nos seus locais de trabalho, criticam quem aderiu ao movimento e ironizam o tamanho das paralisações no País até agora, principalmente na cidade de São Paulo. Já os apoiadores das paralisações compartilham a cobertura jornalística da greve geral e se posicionam contra a Reforma da Previdência e o contingenciamento nas verbas da educação.

Os parlamentares da oposição compartilham imagens das paralisações nas capitais brasileiras e convidam a população a participar da greve. O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Paulo Pimenta, é um dos mais assíduos na rede social, afirmando que "greve não causa caos, o caos que Bolsonaro tenta implantar é que causa a greve".

Já os políticos da base do governo sobem o tom contra os manifestantes e chamam de "atos terroristas" as paralisações ao redor do País. A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse, em sua conta no Twitter, que "há poucas dúzias de pelegos atrapalhando milhões de cidadãos que querem trabalhar. As procuradorias dos Estados têm que exigir multas pesadas contra sindicatos que promoveram essa agressão aos trabalhadores", disse.

Estadão
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