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Moradia de curta duração tem forte demanda no País; entenda esse mercado em alta

Flexibilidade e tecnologia são as principais forças do segmento, destacaram executivos no mercado de 'short stay'

1 jul 2025 - 01h37
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Há três anos, por meio da Conviva Stay, Rafael Rossi mergulhou no mercado de curta duração (short stay, no jargão em inglês utilizado no mercado imobiliário). Um negócio que, segundo ele, ultrapassou faz tempo o status de ser uma tendência. "Veio para ficar", afirma.

Participante do Summit Imobiliário, realizado nesta segunda-feira, 30, em São Paulo, no Dia do Mercado Imobiliário Estadão, Rossi conta que, apesar de o segmento ter começado de forma amadora, hoje, já é fato que existe um mercado de prestação de serviço acoplado às plataformas de aluguel de imóveis.

"A tecnologia disponível facilita a intermediação entre o comprador e o vendedor. O corretor, por exemplo, não vai querer fazer um negócio em que o tíquete total é de R$ 300", afirma Rossi. Empresas como a que ele administra buscam profissionalizar a operação dos milhões de imóveis que estão no mercado de co-locação no Brasil.

'Nós operamos o imóvel'

O representante da Conviva Stay explica: "Nós operamos o imóvel. Cuidamos da limpeza, da manutenção e assim por diante. O resultado da renda do empreendimento é fruto da receita e da despesa".

Raciocinando do ponto de vista do empreendedor que vai construir os edifícios, ele observa: "É muito mais fácil ter 3 mil imóveis em 300 prédios do que algo muito mais pulverizado. Fica bem mais fácil de administrar".

Na hora de definir onde será construído um novo condomínio, a localização é importante, mas o que está dentro do imóvel também pesa. Cada detalhe do espaço interno faz diferença na decisão. "Tem ou não máquina de lavar? E varanda? E mesa de jantar? Tudo isso são variáveis que precisam ser consideradas", segundo o CEO da Conviva Stay.

Pela experiência da empresa, o grosso do mercado é gerado por exigência do setor corporativo. "Neste caso, dezembro e janeiro são meses com menos locação", afirma Rossi.

Transformação veio com o avanço digital

Alexandre Lafer Frankel, CEO da Housi e presidente do Conselho da Vitacon, afirma que o mercado de short stay foi evoluindo gradualmente. "A grande transformação veio com o digital. O que antes faltava para conectar moradia, investimento e o modelo de estadias curtas era justamente a tecnologia — e essa barreira já foi superada. Hoje, temos um mercado pujante, presente em todo o Brasil", destaca.

O executivo aponta que o short stay veio para suprir uma demanda real. "Muita gente ainda enxerga esse modelo como uma finalidade específica — "comprei para fazer short stay" ou "aquele prédio é voltado para isso". Mas a visão que defendemos é diferente: o short stay deve ser encarado como um complemento estratégico ao uso do imóvel", afirma Frankel.

De acordo com ele, em um mercado onde um terço das unidades no Brasil já é destinada à locação, o short stay se apresenta como uma forma relevante de ampliar a renda e a taxa de ocupação. "Em determinadas situações, como nas cidades com vocação turística, ele se torna até mesmo a principal destinação do imóvel", diz.

Ainda de acordo com o CEO da Housi, apesar de já estar bem estruturado, o setor ainda tem muito espaço para evoluir — especialmente considerando os novos comportamentos. "A ascensão dos nômades digitais, o crescimento do trabalho híbrido e as mudanças nas preferências das novas gerações indicam uma demanda considerável" a ser explorada", afirma.

Modelo híbrido e público mais maduro

Allan Sztokfisz, CEO e cofundador do Charlie, afirma que a empresa trabalha com dois modelos operacionais: um voltado para edifícios inteiros com mais de 200 apartamentos, que permite oferecer uma experiência padronizada; e outro em empreendimentos com participação parcial — entre 30% e 40% das unidades — em que o desafio é operar sem interferir nas demais moradias.

Pioneira em São Paulo, a Charlie expandiu suas operações para praças como Recife, Florianópolis e Goiânia. "A necessidade das pessoas é a mesma em qualquer lugar. Elas precisam morar e se movimentar", resume Sztokfisz. Ele observa ainda o crescimento de estadias mais longas, que já representam cerca de 20% das reservas da empresa.

Outro ponto que surpreendeu a operação foi o perfil do público. "Tínhamos uma ideia do nosso hóspede ideal, mas a realidade se mostrou diferente. Mais de 40% têm mais de 42 anos, e entre 7% e 8% têm mais de 60 anos", afirma. Segundo ele, mesmo esse público mais maduro tem se adaptado bem às tecnologias da plataforma, como leitura facial para acesso às unidades.

Em São Paulo, o mercado corporativo responde por 46% das locações da Charlie. O turismo de lazer representa cerca de 40%, e o setor de saúde também aparece com relevância, entre 6% e 8% da demanda.

Estadão
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