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Moody's passa a ver contração de 1,6% no PIB brasileiro em 2020 com capacidade limitada de reação

25 mar 2020
19h46
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A agência de classificação de risco Moody's informou nesta quarta-feira redução na estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2020, que agora deve contrair 1,6%, com o déficit fiscal e a dívida relativamente alta restringindo a capacidade de uma resposta fiscal mais forte contra o coronavírus.

Uma placa da Moody's é exibida no World Trade Center 7, sede corporativa da empresa em Nova York. 06/02/2013. REUTERS/Brendan McDermid
Uma placa da Moody's é exibida no World Trade Center 7, sede corporativa da empresa em Nova York. 06/02/2013. REUTERS/Brendan McDermid
Foto: Reuters

No fim de janeiro, a Moody's projetava que o Produto Interno Bruto (PIB) aumentaria 2,0% neste ano. Em 2019, a atividade cresceu 1,1%, pior desempenho em três anos.

Apenas no primeiro semestre de 2020, a economia brasileira vai encolher 3,5%, segundo estimativas da Moody's.

A agência lembrou que o governo e o Banco Central anunciaram medidas para mitigar o impacto econômico e apoiar empresas e segmentos vulneráveis da sociedade. "No entanto, o déficit fiscal e a dívida relativamente alta estão restringindo a capacidade do governo de fornecer uma resposta fiscal mais forte", afirmou a agência no texto.

"Portanto, esperamos um efeito significativamente negativo (da crise) no emprego e no crescimento."

A Moody's reviu para baixo também as expectativas para a performance das economias de todos os países do G20 (menos Arábia Saudita), passando a ver contração de 0,5% neste ano para o grupo, ante prognóstico de expansão de 2,6% em novembro passado.

A agência avaliou que uma redução "forte" do PIB em alguns países emergentes no segundo trimestre é "inevitável", devido tanto a restrições domésticas quanto a uma queda acentuada na demanda externa".

Mesmo quando chegar o momento de recuperação, a Moody's calcula que a retomada dos mercados emergentes será mais lenta que a de nações desenvolvidas.

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