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Mobly recebe nova oferta da família Debrule, fundadora da Tok&Stok, mas recusa proposta

Fundadores reafirmaram intenção de realizar capitalização na companhia caso venham a ter sucesso na potencial oferta pública de aquisições de ações

4 abr 2025 - 11h36
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A Mobly informou nesta sexta-feira, 4, que recebeu nova correspondência da família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, a respeito de sua intenção de realizar capitalização na companhia caso venham a ter sucesso na potencial oferta pública de aquisições de ações (OPA) para deter o controle da empresa. A Mobly, no entanto, rechaça a oferta e reitera a recomendação do conselho de administração aos acionistas para que rejeitem a proposta da família.

Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca, no entanto, que a terceira correspondência não faz qualquer menção aos termos e condições da potencial OPA, cujos termos permanecem não exaustivos, não vinculantes e podem vir a ser alterados, conforme indicado nas correspondências anteriormente divulgadas pela Família Dubrule.

Conforme a empresa, a correspondência também não traz qualquer indicativo a respeito do preço por ação a ser praticado em seu compromisso de capitalização da companhia e que possa suportar a afirmação de que "os acionistas da Mobly que optem por não alienar suas ações no contexto da OPA não sejam injustificadamente diluídos".

Mobly diz já ter implementado uma série de medidas para redução de custos e despesas da Tok&Stok e geração de caixa
Mobly diz já ter implementado uma série de medidas para redução de custos e despesas da Tok&Stok e geração de caixa
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

"Tal afirmação parece contraditória no contexto da potencial OPA, em que o preço proposto de apenas R$ 0,68 reflete um expressivo desconto sobre o valor de mercado e sobre o valor patrimonial contábil das ações da companhia, soando mais como ameaça de ampla diluição aos acionistas que não aceitem vender suas ações na potencial OPA", afirma a Mobly.

A empresa diz ainda que o alto endividamento da Tok&Stok, incluindo o pedido de falência a que a Tok&Stok esteve sujeita em abril de 2023, é anterior à aquisição de seu controle pela companhia e resultado dos "mais de 40 anos de sucesso" em que a Família Dubrule participou da administração da Tok&Stok.

"Anteriormente à aquisição do controle da Tok&Stok pela companhia, a Tok&Stok teve a integralidade de seu endividamento reestruturado e alongado, algo que a Família Dubrule inúmeras e infrutíferas vezes tentou obstruir e impedir, propondo como única solução uma capitalização no mesmo valor de R$ 100 milhões e que, de modo bastante conveniente, resultaria em grande diluição dos antigos controladores da Tok&Stok e na retomada do controle pela Família Dubrule, sem o devido pagamento aos acionistas pela aquisição de controle", destaca.

A Mobly segue dizendo que desde o fechamento da aquisição da Tok&Stok em novembro de 2024, a administração da companhia já implementou uma série de medidas para redução de custos e despesas do grupo e geração de caixa, incluindo otimização da estrutura administrativa, redução de custos com licenças de TI, redução de custos junto a fornecedores nacionais, redução de CDs, redução de custos com fretes, entre outros, que resultaram em mais de R$ 22 milhões em sinergias contratadas (até fevereiro de 2025).

"No entanto, para que diversas outras sinergias relevantes já em andamento possam ser capturadas, são necessárias mudanças ainda mais amplas no modelo operacional da Tok&Stok, e que vêm sendo implementadas pela companhia, tais como redução de custos de importação, unificação da logística do grupo, implementação de dropshipping e criação de marketplace para Tok&Stok, entre outros, e que podem gerar sinergias e geração de caixa no montante de R$ 80 milhões a R$ 135 milhões em cinco anos", afirma.

A empresa ressalta que é dever fiduciário dos administradores da companhia buscar a maximização de preço para os acionistas no contexto de qualquer potencial OPA pelo seu controle, de modo que a administração reitera a recomendação do conselho de administração aos acionistas para que rejeitem a proposta de alteração e exclusão da cláusula de OPA estatutária na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada em 30 de abril de 2025.

A companhia reitera que segue focada na implementação da estratégia de negócios e na captura de sinergias decorrentes da aquisição do controle da Tok&Stok, e que o conselho de administração da companhia irá se manifestar sobre o mérito de qualquer potencial OPA, nos termos da regulamentação aplicável e do Estatuto Social da Companhia, caso e se um edital de OPA venha a ser publicado.

Estadão
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