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México abre mercados para farinhas bovina e suína do Brasil após visita de Alckmin a Sheinbaum

Em contrapartida, o Brasil permitiu a entrada de derivados de atum mexicano; o Ministério da Agricultura destacou que os países firmaram ainda declaração de intenções para biocombustíveis

29 ago 2025 - 21h10
(atualizado às 21h36)
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BRASÍLIA — O Brasil poderá exportar farinhas bovina e suína para o México, informou o Ministério da Agricultura, em nota. A abertura de mercado foi formalizada durante missão do governo brasileiro ao país vizinho dos EUA. Em contrapartida, o Brasil permitiu a entrada de derivados de atum mexicano.

O anúncio ocorre no dia seguinte à visita da comitiva liderada pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, em um esforço para buscar mais mercados para os produtos brasileiros em meio à restrição imposta ao Brasil pelo tarifaço de Donald Trump.

"É um trabalho conjunto que dá resultados e tem tudo para crescer ainda mais as nossas relações", disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em vídeo ao embarcar para o Brasil.

O ministério destacou ainda que os países firmaram ainda memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México (Sader) para cooperação mútua e a Declaração de Intenções para biocombustíveis.

Segundo Fávaro, acordo reflete 'trabalho conjunto que dá resultados e tem tudo para crescer ainda mais as nossas relações'
Segundo Fávaro, acordo reflete 'trabalho conjunto que dá resultados e tem tudo para crescer ainda mais as nossas relações'
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Também avançaram as tratativas para atualização e modernização dos acordos entre México e Brasil (ACEs 53 e 55), a continuidade do Pacote contra a Inflação e a Carestia (Pacic). "A continuidade do Pacic garante fluxo corrente crescente para as exportações brasileiras", afirmou o ministro.

Além disso, o governo mexicano se comprometeu com a regionalização, em caso de gripe aviária em plantel comercial, para a comercialização de produtos avícolas, devendo avaliar os casos em até dez dias.

"Também, como ação complementar, definimos auditorias mexicanas no Brasil para ampliar o número de plantas habilitadas de bovinos, aves e suínos para a comercialização para o México e criamos um calendário para acompanhamento do programa de rastreabilidade do rebanho brasileiro sem interrupção das exportações", acrescentou Fávaro.

O ministro destacou que, em ação de reciprocidade, o Brasil ainda vai abrir o mercado para pêssego e aspargos procedentes do México.

Estadão
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