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Manter juros a 15% seria 'absurdo', diz Gleisi às vésperas do Copom: 'Aumenta a dívida pública'

Segundo ministra, inflação dentro da banda da meta e queda do dólar e dos preços dos alimentos deveriam ser acompanhados de redução da Selic

28 jan 2026 - 13h06
(atualizado às 13h31)
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BRASÍLIA - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira, 28, que a manutenção da taxa de juros em 15% seria "um absurdo" e que isso implica no aumento da dívida pública brasileira. A declaração da ministra ocorre poucas horas antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgar a taxa Selic, com previsão de que se mantenha no mesmo patamar, de 15%, que está desde junho de 2025.

"Dentro do governo, nós temos externado que é um absurdo os juros continuarem neste patamar de 15%. Isso só tem implicação em uma coisa: o aumento da dívida pública brasileira. Aí tem gente querendo que a gente faça corte no fiscal para baixar a relação de dívida-PIB. Querem que gente deixe de gastar em saúde e educação. Porque a cada um ponto porcentual da taxa de juros, significa R$ 50 bilhões. Então, eu não vejo o porquê de manter", disse a ministra.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Gleisi disse ainda que não há motivos que justifiquem a atual taxa Selic. Segundo ela, a inflação dentro da banda da meta e a queda do dólar e dos preços dos alimentos deveriam ser acompanhados de uma redução dos juros.

"A quem interessa? Para que manter essa taxa de juros? Eu realmente espero que todo mundo pare e faça uma reflexão e comece a baixar a taxa de juros nessa próxima reunião", declarou a ministra.

A ministra também afirmou que espera que as autoridades monetárias que participam do Copom tenham uma "sensibilidade sobre o que está acontecendo no País". O Copom do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira 28 sua primeira reunião do ano.

Estadão
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