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Lula, sobre tarifaço: Essa aposta que o governo dos EUA está fazendo pode não dar certo para eles

'O meu time não tem medo de briga', acrescentou o presidente, deixando claro que antes de uma represália quer negociar com os Estados Unidos

13 ago 2025 - 14h17
(atualizado às 15h05)
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BRASÍLIA - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que "essa aposta que o governo dos Estados Unidos está fazendo pode não dar certo para eles" e que o Brasil está procurando alternativas "para que os EUA aprendam que democracia e respeito comercial e multilateralismo vale para nós e deve valer para eles".

As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 13, no Palácio do Planalto, durante a cerimônia de assinatura da Medida Provisória do "Plano Brasil Soberano", com medidas para mitigar os impactos econômicos do "tarifaço" de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Ele afirmou que o presidente da China, Xi Jinping, "assusta" os EUA porque tem balança comercial de US$ 160 bilhões com o Brasil. E disse que "o Brasil, a gente vai continuar assustando muita gente" porque vai continuar melhorando sua produção.

Na cerimônia de lançamento do pacato de socorro a empresas diante do tarifaço de Trump, Lula repetiu que 'quem não quer negociar são eles, quem está com bravata são eles'
Na cerimônia de lançamento do pacato de socorro a empresas diante do tarifaço de Trump, Lula repetiu que 'quem não quer negociar são eles, quem está com bravata são eles'
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Em relação ao diálogo com os EUA para tentar reverter a sobretaxa de 50%, Lula repetiu que "quem não quer negociar são eles, quem está com bravata são eles".

O presidente também disse que "não tem medo de briga", mas antes quer negociar com os Estados Unidos: "O meu time não tem medo de brigar. Se for possível brigar, a gente vai brigar. Mas, antes de brigar, a gente quer negociar. A gente quer vender, quer comprar".

"Meu time de negociador está aqui. Primeira linha. Nem o Real Madrid, nem o Barcelona, nem o Paris Saint-Germain chegam perto do meu time de negociação. Agora é preciso contar para o outro lado que nós não estamos anunciando reciprocidade. Nós não queremos, neste primeiro momento, saber nada, nada que justifique, sabe, piorar a nossa relação. Nesse momento, nós estamos tentando aproximar a relação", afirmou Lula.

"Eu já falei com Índia, China, Rússia, vou falar com a França, com a Alemanha. Eu vou falar com todo mundo. Eles se dão conta do que está acontecendo no mundo e, junto ao Brics, nós vamos fazer uma teleconferência que está sendo articulada para a gente discutir, dentro do Brics, o que podemos fazer para melhorar a nossa relação entre todos os países que foram acertados", disse Lula.

Estadão
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