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Líderes europeus celebram acordo Mercosul-UE como um 'marco histórico'

Manifestações do chanceler alemão e de governos como os de Espanha e Portugal contrastam com a posição francesa; ministra da Áustria comemorou a aprovação, apesar do voto contrário do país

9 jan 2026 - 18h38
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Representantes de nações europeias celebraram nesta sexta-feira, 9, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, com destaque para o chanceler alemão Frederich Merz, que citou a assinatura como um "marco na política comercial europeia".

"É um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação", escreveu Merz em seu perfil no X. "Isso é bom para a Alemanha e para a Europa, mas 25 anos de negociações foram muito longos — precisamos avançar mais rápido", concluiu a manifestação, em contraste com a posição de líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, que tentou evitar a assinatura do tratado.

Em Portugal, o Ministério das Relações Exteriores também definiu o acordo como um "marco histórico" na relação dos dois blocos. "(O acordo) fomenta a prosperidade transatlântica e une mais de 700 milhões de cidadãos", diz a nota da pasta no X.

Na mesma linha, a ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, comemorou a aprovação, apesar do voto contrário de seu país. "Estou emocionada! Finalmente, há uma maioria entre os Estados-membros da UE para (a assinatura) do acordo com o Mercosul", afirmou Beate. "Uma coisa é clara: nossa economia, nossos negócios e nossa prosperidade se beneficiarão enormemente disso", acrescentou a ministra.

Mais cedo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também comemorou o avanço e afirmou que o acordo "trará benefícios significativos para consumidores e empresas, de ambos os lados".

"Este acordo contém salvaguardas robustas para proteger os seus meios de subsistência. Estamos também intensificando as nossas ações em relação aos controles de importação, porque as regras devem ser respeitadas, inclusive pelos importadores", afirmou.

Em sua conta na rede social X, o presidente de governo da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que, graças a este acordo, "as empresas espanholas poderão entrar em novos mercados, exportar mais e criar mais empregos".

Estadão
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