Jornal: Pepsi é pressionada a abolir substância que traz risco de câncer
A marca de refrigerantes Pepsi tem sido criticada por ativistas por se recusar a mudar os ingredientes dos seus produtos no Reino Unido para remover um produto químico que poderia causar câncer, de acordo com informações do jornal britânico Daily Mail publicadas nesta quarta-feira.
A gigante americana de bebidas alterou a sua formulação nos EUA após um alerta sobre a possibilidade de contaminação causada pelo químico 4-metilimidazol (4-MI). Segundo a empresa, não há planos para que seja feita a mesma alteração no Reino Unido, pois a medida não seria necessária.
Segundo a publicação, essa postura foi condenada por ativistas que fazem campanhas a favor de alimentos saudáveis para crianças. A alegação do grupo é de que é errado a empresa manter duas posturas quando se trata de uma questão de segurança.
Preocupações com o 4-MI surgiram nos EUA no início deste ano depois que as autoridades de saúde na Califórnia colocaram a substância em sua lista oficial de substâncias cancerígenas, o que significava que qualquer 330 ml padrão (medida inferior a uma lata de refrigerante) contendo 30 microgramas de 4-MI teria de levar uma advertência dos órgãos de saúde. Como resultado, tanto a Coca-Cola e Pepsi anunciaram a mudança nos EUA.
Em reportagem publicada na segunda-feira, o jornal afirmou que os ativistas também estavam fazendo pressão para que a Coca-Cola alterasse a formulação de seu produto principal no Reino Unido.