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Investimento produtivo em queda no País é o pior sinal do segundo trimestre

Brasil continuará condenado a um crescimento medíocre e inseguro enquanto governo e empresariado negligenciarem o potencial de produção

2 set 2025 - 13h06
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O tombo do investimento produtivo no segundo trimestre, quando a aplicação de capital em máquinas, equipamentos e obras foi 2,2% menor que no período de janeiro a março, deve ser visto como importante sinal de alerta pelo governo.

O Brasil continuará condenado a um crescimento medíocre e inseguro enquanto governo e empresariado negligenciarem o potencial de produção. O valor investido no período ainda superou por 4,1% a soma aplicada um ano antes, mas o quadro é pouco promissor quanto às perspectivas de médio e de longo prazos.

A soma destinada à manutenção, ampliação e modernização dos meios físicos de produção equivaleu a 16,8% do Produto Interno Bruto (PIB), permanecendo, como na maior parte dos últimos dez anos, abaixo de 18%. Nesse período, o investimento realizado no Brasil foi geralmente inferior àquele contabilizado na maior parte dos emergentes, frequentemente igual ou superior a 18% ou mesmo a 20% do PIB.

Juros altos são normalmente um importante obstáculo à aplicação de recursos em meios físicos de produção. Quando é mais fácil ganhar dinheiro com operações financeiras, há pouco interesse em destinar poupança à formação e acumulação de potencial produtivo. Atualmente em 15%, os juros básicos estão no patamar mais alto dos últimos 19 anos e aí devem permanecer, segundo indicações do Banco Central (BC), até o fim do ano e, talvez, até os primeiros meses de 2026.

O governo federal poderá mudar essa perspectiva se iniciar, de forma clara e confiável, um esforço de controle de gastos e de arrumação de suas contas. Não há, no entanto, sinais críveis de maior prudência na administração financeira da União, até por causa do interesse eleitoral. Não só o custo do dinheiro, no entanto, afeta as decisões empresariais de investimento em meios de produção. Os empresários também decidem levando em conta as condições prováveis dos anos seguintes.

Neste momento, o cenário prospectivo é pouco claro e pouco entusiasmante, apesar do potencial do País. Quanto à Presidência, continua a mostrar-se mais orientada pelos interesses eleitorais do que pela tarefa de aumentar a segurança econômica.

A perda de impulso no segundo trimestre, quando o PIB cresceu apenas 0,4%, pode ocasionar alguma preocupação na cúpula do governo. Mas o presidente e seus auxiliares principais deveriam cuidar ainda mais das perspectivas dos próximos anos.

Estadão
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