Impasse sobre Ormuz reforça pressão sobre petróleo e juros
Alta do petróleo e dos Treasuries acende preocupação com inflação
A falta de avanço nas negociações mantém a atenção concentrada sobre o Estreito de Ormuz, enquanto a alta do petróleo e dos Treasuries reforça as preocupações com inflação e juros elevados por mais tempo nos EUA.
Os mercados globais operam sem direção única nesta terça-feira (29), com os investidores acompanhando a resposta dos Estados Unidos à proposta de cessar-fogo apresentada pelo Irã. A falta de avanço nas negociações mantém a atenção concentrada sobre o Estreito de Ormuz, enquanto a alta do petróleo e dos Treasuries reforça as preocupações com inflação e juros elevados por mais tempo nos EUA.
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Representantes americanos e iranianos participaram ontem de reuniões separadas com mediadores para discutir uma versão revisada da proposta de cessar-fogo. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, Washington deve apresentar nesta terça-feira sua resposta à proposta de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz.
A proposta estabelece, entre as condições, um cessar-fogo de sete dias em todo o Oriente Médio e a liberação de ativos iranianos congelados no exterior, além da suspensão das sanções sobre o petróleo iraniano e encerramento do bloqueio naval aos portos do país em quatro a cinco dias.
Enquanto esse processo não avança, a incerteza sobre a circulação pelo estreito, combinada à oferta restrita, continua sustentando os preços do petróleo e de seus derivados. Como consequência, o mercado amplia a preocupação com os efeitos sobre a inflação e com a possibilidade de manutenção dos juros americanos em níveis elevados por mais tempo. Nesse ambiente, o rendimento do Treasury de 10 anos permaneceu próximo de 5,25%, enquanto o título de 30 anos ficou ao redor de 5,55%.
No Brasil, a proximidade do primeiro turno, marcado para daqui a cinco dias, coloca o cenário eleitoral e fiscal no centro das atenções. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta manhã mostra Lula com 45,3% das intenções de voto, contra 42,2% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em uma eventual segunda rodada, a disputa aparece tecnicamente empatada, com 47,7% para Flávio e 47,6% para Lula.
O levantamento, porém, ainda não captou integralmente os efeitos das medidas mais recentes do governo, que ampliaram as preocupações em torno do quadro fiscal, entre elas o reajuste do Bolsa Família, o Desenrola 3.0, a isenção dos combustíveis e a medida provisória que proíbe as bets.
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